Vendida para o Don

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Capítulo 4 Pediu pra esperar

Capítulo 4

Fabiana Prass

Eu não consegui afastar o jardineiro, mesmo sabendo que estou noiva daquele Don egoísta.

Mas o meu tio viu o pequeno beijo e tive problemas, ele só não me bateu porque eu ficaria marcada, mas ficou repetindo as mesmas coisas por um bom tempo.

— Acho que o teu noivo, chegou. Ainda bem que não viu aquela pouca vergonha que você fez mais cedo — tio Amador, falou. Olhei para baixo e vi dois carros caríssimos encostando, então suspirei irritada já que teria que vê-lo de novo.

Quando desci encontrei uma moça bem bonita, que me entregou um bilhete.

— Sou a Laura, irmã do Don. Vim buscar seus documentos, mas se quiser aproveitar, podemos ir provar o vestido, para ajustar até sábado...

— Sábado? Esse sábado? — questionei e comecei a ler o bilhete, me trazendo uma raiva imensa daquele homem.

— Parece que sim — observei os homens tirando sacolas do carro e não entendi. — O que está acontecendo?

— Eu não sei, apenas fiz o que o meu irmão pediu...

— Eu quero falar com ele, posso ir com vocês?

— Pode, mas as sacolas ficam, e também precisaremos verificar se ele quer te atender, olha... você precisará ter muita paciência com ele, ele tem transtorno de bipolaridade e muda o temperamento e as atitudes constantemente, às vezes fica dias e até meses irritado, tomando decisões ruins.

— Ok... então terei que contar com a sorte — suspirei preocupada e entrei no carro.

Quando cheguei lá me falaram que ele estava no quarto, e me mandaram esperar na sala.

— Ele vai demorar, Laura?

— Pediu para esperar e...

— O que foi?

— Para você tomar um banho...

— Como assim, tomar banho? Eu estava trabalhando, ele sabia muito bem com o que eu trabalhava quando resolveu me comprar — me levantei quase gritando.

— Eu também não entendi — respondeu baixo.

— Aquele é o quarto dele? — apontei para uma porta grande ao final do corredor.

— Sim, mas teremos que esperar...

— Esperar, porra nenhuma. Se ele disse com orgulho que sou sua noiva, que me comprou... terá que me tratar como tal — me levantei enfurecida.

— O que está fazendo?

— Vou resolver umas coisinhas — saí como um furacão e corri até o quarto dele antes que alguém me impedisse, e então abri a porta com tudo.

Eu nunca imaginei ver uma cena dessas, e me arrependi no mesmo instante por entrar lá. O Don estava numa poltrona, com as calças abaixadas e uma mulher praticamente nua e com o cabelo descolorido enfiava a cara em algo no meio de suas pernas. Ela mantinha o traseiro pelado exposto, pude ver claramente as suas partes íntimas, pois só usava meias e uma minissaia que já tinha subido até o seio praticamente, que também não estava coberto.

Ele estava com a mão na cabeça dela, parecia arrancar seus cabelos fora, movimentando seu rosto como bem queria.

— O que é isso? — virei o rosto para não ver, e tive a impressão de que não pararam.

— Eu é que pergunto... O que você faz no meu quarto, se dei ordens para que tomasse banho.?

— Você não me dá ordem nenhuma. Nunca deixarei que mande em mim — olhei pra ele rapidamente, que puxou um óculos de sol no mesmo instante, socando a cara da moça ali, e não consegui evitar, olhei e entendi muito bem o que acontecia.

— Susany, pare um pouco. Teremos que continuar depois — falou com a voz alta e autoritária, e vi parcialmente algumas coisas, e virei o rosto em seguida, fugindo da cena, mal olhei em seu rosto.

— Essa é a sua noiva? — aquela mulher riu, zombando de mim.

— SOME DAQUI, SUSANY! — Gritou e me assustei.

A mulher começou a se vestir e virei para a parede. Ouvi o barulho da porta batendo e me assustei quando ele me virou, mas fugi do seu olhar, fixando na parede.

— Você é um idiota, sabia? Porque não se casa com essa puta e me deixa em paz? — ele encostou o corpo no meu, me empurrando até a parede, passou a mão em meu pescoço e me causou arrepios. De medo.

— Quem escolhe com quem eu me caso, sou eu. Não te dei liberdade para falar assim comigo, contenha-se — ele me pressionava na parede fria, eu não conseguia ver seus olhos, apenas os cabelos, já que estava sem boina, e percebi que não era um homem feio, mas suas atitudes o deixavam podre para mim.

— Por que me ameaçou naquele bilhete? Acha mesmo que vou me entregar a você? Que vou me sujeitar às suas ordens, ficar sem roupa e te deixar brincar comigo como uma marionete? — ele ficou furioso, me puxou dali pela camiseta, me levando para o outro lado do quarto.

— Vou te ensinar a começar a ser obediente.

— ME SOLTA! O QUE VAI FAZER, ME LARGA! — eu gritava enquanto ele praticamente me arrastava até o banheiro e então rasgou a minha camiseta com raiva, puxou pelos meus braços e depois jogou no chão.

— NÃO ME MACHUQUE, POR FAVOR... ME DEIXE IR EMBORA, ME DEIXE EM PAZ! — ele parecia não me ouvir, puxou a minha calça, e por mais que eu me debatesse ele era muito forte, e não consegui impedir que ele tirasse.

Don ligou o chuveiro e me jogou embaixo da água, me deixando com muita raiva, e mesmo batendo e socando seus ombros, ele continuava me segurando embaixo do chuveiro.

— Dei ordens para que tomasse banho, da próxima vez te aconselho a não me irritar e obedecer. Poderia ter vindo sozinha — pegou algo na mão e passou pelos meus cabelos o lavando e eu fiquei encolhida, com os braços escondendo os seios, embora ainda estivesse com o sutiã, tenho vergonha, nunca fiquei apenas de lingerie na frente de um homem, e chorei disfarçadamente, não queria dar esse gosto a ele. — Vai querer que eu lave tudo, ou vai se lavar?

Ele me entregou um sabonete e enfiou a minha cabeça debaixo da água, e com medo resolvi obedecer, não poderia permitir que ele me tocasse. Foi humilhante... me senti horrível e do nada, ele me soltou e ficou de costas.

— Eu sinto muito... acho que perdi o controle. Termine o seu banho que vou pedir para a Laura trazer uma roupa, não a incomodarei mais — ele saiu do banheiro e me sentei no chão, agora chorando de verdade, até que Laura entrou.

— Eu sinto muito... eu não podia te contar, ele te pediu para tomar banho para que não visse a Susany, acho que o problema dele tem piorado, te aconselho a não bater de frente por esses dias — parou uns segundos. — Pode tomar seu banho em paz, ele saiu... não vai voltar tão cedo, pode tirar a lingerie.

— Obrigada — respondi baixo.

Laura deixou roupas em cima da pia e se retirou, então me apressei em tomar banho e me vestir. Saí de lá com um motorista que me levou para casa, foram ordens do Don.

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