SUBJUGADA PELO SHEIK

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Capítulo 4 Espírito livre

Kira

Que mania que esses homens daqui têm de ficar querendo o tempo todo ver a mulher obedecendo as suas ordens.

Que coisa horrível!

— Mas, porque eu iria comentar isso com o dono da empresa que nunca vi? Muito menos sabia que ele era sheik e nesse tempo de empresa nunca o encontrei, o mais próximo que cheguei perto de um árabe antes foi àqueles olhos negros que me salvou.— falei suspirando...

— Quem seria esses olhos negros senhorita? — Ali pergunta curioso

— Não sei Ali, ele me salvou de um assalto a um dias atrás no Brasil, mas apenas vi os seus olhos negros pelo pequeno espaço na janela da limusine parecida com essa, eram olhos penetrantes e a única coisa que sei é que depois disso me renderam noites quentes ao lembrar-se deles...

— Está bem, vamos entrar senhorita. — ele se apressou em falar ficando todo estranho

Credo! Os homens e mulheres daqui realmente são estranhos, jamais moraria em um lugar desses em que as pessoas mudam toda hora de humor. Eu hein... povinho bipolar. Que meus santinhos me protejam. - pensei comigo mesma

Sem falar nessa atitude da Samira, sempre de cabeça baixa andando igual a uma sombra, lembra muito aquele filme do chamado... Eu nunca me comportaria assim.

Entramos e eu ficava cada vez mais encantada com tamanho luxo e perfeição daquele lugar.

— Ali você tem certeza que é para eu ficar aqui? —questiono confusa

— Sim senhorita! — ele respondeu sem olhar para trás, caminhando de forma reta com os braços para trás com uma mão sobre a outra, coisa mesmo de filme, ao seu lado dois rapazes com roupas também tradicionais levando minhas malas.

Eu logo atrás dele e Samira atrás de mim como se fosse a minha sombra.

Passavam várias pessoas por nós, acredito serem empregados, todos com roupas tradicionais e quando me viam baixavam a cabeça. Um exagero, pois me tratavam como se eu fosse alguém muito importante, porém era apenas eu, a simples Kira Oliver.

Chegamos a um corredor com várias portas muito chiques como tudo aqui, paramos em frente a uma porta especifica..

Ali ficou de lado assim como os rapazes com as malas.

Samira se apressou, abriu a porta para os homens colocarem as malas e ela pegou para levar para dentro do quarto.

— O que é isso? — Perguntei olhando para eles

— Não podemos entrar nos aposentos de uma mulher sem ser íntimo dela — Ali responde friamente como sempre

— Mas podem deixar mulher carregar todo o peso sozinha? — Ele ficou sem resposta. — Pode deixar eu a ajudo Samira — digo me abaixando e segurando as malas

— Por Allah senhorita, não faça isso — Samira diz aflita

— Por que não?

— Porque a senhorita é a khatyba do seu Amin, ele não vai gostar disso.

— O fato de ser sua khatyba, que não sei o que significa, mas provavelmente convidada, não dá o direito dele gostar ou não do que faço, não pedi para vir para cá, como disse antes posso ficar em uma hotel até porque sou um espírito livre, não gosto que fiquem me dizendo o que devo ou não fazer. Pode dizer tudo isso pra ele caso não goste do que estou fazendo.

— Biallah sawf yaqtulun 'anfusahum qabl alzawaj.

(Por Allah, eles vão se matar antes do casamento)

— O que disse? — questiono Ali

— Que irei deixá-la à vontade e que Samira ira ajudar com que precisar.

Samira aparece pegando a mala da minha mão. - Não precisa eu levo falo um pouco irritada...

— Mas senhora ...

— Já disse que levo.

Ali faz sinal e ela volta baixar à cabeça, reviro o olhos para eles e entro no quarto, que por sinal quase enfarto com o tamanho e com tudo que tem nele. É lindo... puro luxo, mas sou tirado do meu deslumbre assim que escuto ...

— Senhora o seu Ali está pedindo seu telefone.

Me viro a porta esta aberta e ele parado na frente...

— Por qual motivo? — Pergunto

— Porque aqui não é permitido mulher ter celular senhora. — Ali me olha serio e um pouco constrangido.

Aproximo-me da porta e falo:

— Isso é para as mulheres daqui, torno a dizer que eu não sou e bato a porta na cara dele.

— Senhora o sheik vai querer puni-la.

— Ele não é nada meu ou até mesmo não devo qualquer coisa para esse tal sheik. Agora vou tomar um banho e descansar um pouco, pois estou cansada da viagem.

— Certo! Vou preparar a banheira para dar banho na senhora.

— Preparar a banheira eu até entendi, mas me dar banho? Que estranho isso! Eu hein.

Fico ali observando tudo até que ela volta saindo de uma porta e aparecem mais duas moças.

— Vamos senhora, a banheira está pronta.

— Nossa! Que chique! Nunca tomei banho de banheira.

Vou na direção que elas falaram e quando entro eu grito:

— Gente... Que chique... vou tirar uma selfie desse momento único. — elas se assustam e eu ignoro começando a tirar a roupa

Pego o celular para tirar uma selfie e paro no mesmo instante.

— O que fazem ainda aqui?

— Ah! Desculpe senhora. Vamos meninas.

Elas se aproximam com um monte de mãos para tirar minha roupa e dou um grito:

— Ei! O que é isso? — pergunto sem entender nada

— Vamos dar banho na senhora! — eu arregalo o olho ao ouvir isso

— Como?

— Senhora, vamos dar banho e depois coloca-la na cama após comer algo saudável. — Samira fala como fosse à coisa mais natural do mundo.

— Não! Ninguém vai me dar banho, sei fazer isso perfeitamente, também sei onde fica a cama, e quanto a comida estou realmente com fome mais quero batata frita e refrigerante. Então se possível vá buscar isso e saiam daqui por favor para eu tomar meu banho. — falo firme

— Mas, senhora...

— Por favor, Samira. Saia já daqui e me deixe sozinha. Preciso descansar e não sou nenhuma inválida que não consiga fazer isso sozinha — digo irritada

— Senhora, mas e a foto? Não pode tirar fotografias dentro do castelo e muito menos na hora da sua intimidade. Isso terá grandes consequências e irá nos causar grandes problemas com o senhor Amin — Samira diz com medo

— Se tiver algum problema será comigo e não com vocês. Agora saiam por favor e assim que puder tragam a minha comida, porque estou cheia de fome.

— Sim senhora! — Samira responde e elas saem de cabeça baixa...

Tiro minha roupa e entro na banheira com água morna cheia de saias de banho e rosas vermelhas pensando:

"Oh Deus! Que lugar é esse?"

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