Só Minha!

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Capítulo 5 Só Minha!

Naquela noite, ela estremeceu ao toque dos dedos, uma sensação desconhecida percorreu por todo o seu corpo, uma mistura de dor e prazer a consumiu. Sentiu a pressão do quadril estreito de Alexander que se encaixava ao meio das coxas. Um desejo grosso e potente pedia a passagem pela fenda apertada. A respiração estava mais acelerada.

― Não podemos! ― Nicole disse entre os suspiros, colocou a mão contra o peitoral de Alexander e o afastou, se recompôs e arrumou o vestido preto de viscose. ― Ainda é cedo!

― Todos os nossos amigos fazem isso desde o colegial. ― Parecia frustrado. ― Preciso sentir você. ― Enlaçou-a pela cintura. ― Quero entrar em você.

― Eu não sou todo mundo! ― Escapou dos braços dele. ― Não cometerei os mesmos erros da minha mãe.

Alexander estreitou os olhos, andou até a escrivaninha e sentou-se na cadeira.

― Não vou te deixar, prometo! ― Olhou para a cama de madeira de nogueira onde Nicole estava de cabeça baixa. ― Quer casar comigo?

― O quê? ― Arqueou a sobrancelha ao encará-lo.

― Nós nos casaremos em segredo. ― Colocou os óculos. ― Não aguento mais esperar. 

 Deu alguns passos até Nicole e se ajoelhou.

― Casa comigo! Viajaremos para França logo depois das minhas avaliações. ― A voz rouca incutiu promessas.

― Sua mãe e sua avó vão surtar.

 Os lábios dela se moveram em um sorriso refreado.

Santa Catarina, Brasil.

Janeiro de 2010

Nas férias de verão, o casal viajou com alguns amigos para Balneário Camboriú. Os documentos estavam prontos e tudo estava acertado para o grande dia. Marcello e Jenny foram testemunhas do casamento. Logo após a cerimônia, o casal se despediu dos amigos e seguiu para a casa de veraneio da família Bittencourt.

Depois que se instalaram, almoçaram em um restaurante com vista para o mar e caminharam pela areia da praia. A água salgada lavou os pés de Nicole quando ela correu na direção de Alexander. Aquele parecia ser o início de um conto de fadas, em breve viajaria com seu esposo para uma vida perfeita na cidade cosmopolita.

― Vamos! ― Levantou-a pela cintura e a beijou. ― Eu preciso de você!

Na suíte, Nicole tomou um longo e relaxante banho e se escondeu no banheiro por quase uma hora. Contemplou o corpo delineado pela camisola vermelha no reflexo, um decote arredondado revelava o contorno dos seios. Respirou fundo e encarou a garota no espelho.

― Estou pronta! Estou? ― Riu de nervoso. ― Pronta ou não, lá vou eu!

A luz branda das velas iluminava as pétalas de rosas que faziam uma trilha até a cama. Alexander estava sentado na mesa da varanda com uma bela vista para o mar. Apreciava uma taça de espumante Brut Rosé.

― Oi! Demorei?

― Uau! Como você está linda!

Puxou a cadeira e ofereceu uma taça de espumante.

― Vamos brindar?

― Você sabe que eu não bebo.

― É só para relaxar.

― Está bem! ― Pegou a taça.

― Um brinde ao nosso Amor! ― As taças de cristal tilintavam com atrito. ― E à mulher da minha vida.

Alexander colocou as taças sobre a mesa, estendeu a mão e a puxou. Pousou a mão em volta da cintura. Beijou-a em um lado do rosto e permitiu que os lábios se encontrassem num beijo apaixonado.

― Quero você! ― O tom da voz cálida sussurrou perto do ouvido.

Os lábios roçaram pelo pescoço, passou os dedos na parte nua das costas e beijou-lhe a pele do ombro. A alça da camisola deslizou com facilidade e deixou parte do seio esquerdo nu. Os olhos sedentos apreciavam suas curvas.

― Vem, eu quero fazer amor com você!

Entrelaçaram os dedos enquanto caminhavam até o quarto da suíte. O corpo relaxava sobre os lençóis macios de seda. O bico do seio tumefazia com os beijos. Arquejou com uma deliciosa sensação e sentiu o prazer sem culpa.

As mãos compridas puxaram o tecido da camisola por cima dos ombros, ele segurou-a pelas nádegas, puxou-a de encontro a si e estremeceu. Alexander abriu os olhos e piscou, parecia que enxergava a sua alma.

Um suspiro soou como uma doce nota de canção quando os dedos longos e o calor dos lábios grossos desceram um pouco abaixo do umbigo e resvalaram para dentro da calcinha. A língua brincava na umidade de cima para baixo e saboreava o seu gosto delicioso, a parte sensível se contraiu de um jeito arrebatador.

― Eu posso? ― Rasgou o tecido de renda da calcinha.

― Sim ― murmurou, a voz aveludada.

Logo que se livrou da calça de moletom preta, ele encaixou-se ao meio das pernas e penetrou-a devagar. Apreciou a sensação quando sentiu-a tão quente e pronta para o amor. 

Alexander impulsionou e se afastou. Ele compeliu o quadril e abriu o espaço na fenda úmida. Apenas aquele momento ocupava sua mente, o seu corpo e a sua alma, nada mais importava.

Naquela noite, permaneceram conectados na deliciosa dança do prazer e entregaram-se aos impulsos que faziam os corpos arquearem para sincronizar os movimentos acelerados. A chama do amor aquecia a pele molhada pelo suor até se tornar insuportável e explodirem com o frenesi. Os sons dos gemidos ecoavam com a deliciosa sensação, ele apertou-a com força e insistiu nos movimentos até que estivessem totalmente saciados.

― Você é minha!

Ofegante, relaxou o corpo enquanto os olhos claros brilhavam.

― Só Minha!

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