Capítulo 2: Frank
Capítulo 2: Frank
A vadia bufou. “Isso não vai acontecer. Eu não peço desculpas a ninguém por nada. Além do mais, ela é só a garota invisível, não é como se importasse. Ela é só uma humana idiota e fraca.” Ela disse, aproximando-se dele e esfregando o braço dele. Eu não sei por quê, mas tinha alguma coisa em mim que me fazia querer arrancar os braços daquela vadia. Eu estava com ciúme. Nem pensar! Como eu posso estar com ciúme de alguém que eu nem conheço? Eu nem sei o nome dele. Estreitei os olhos para a vadia. Eu queria dizer alguma coisa, mas fiquei de boca fechada. “Qual é o seu nome?” ele perguntou à vadia, docemente. Eu quero vomitar; isso é nojento. A vadia dá a ele o que eu suponho que deveria ser um sorriso sedutor. “Gwen Lloyd.” A vadia disse, passando o dedo pela clavícula. Blaaaargh, acabei de vomitar na minha boca.
“Srta. Lloyd, antes de mais nada, namorar uma aluna é estritamente proibido, então a bebida vai ser um NÃO. Segundo, você precisa tirar a mão de mim; a minha companheira não vai apreciar esse toque indesejado”, ele disse, tirando a mão dela do braço dele.
“Por que você não rejeita ela e me deixa ser eu a te satisfazer de um jeito que ela nunca conseguiria? Eu posso te deixar louco”, ela sussurrou — bem, na verdade não sussurrou, porque eu ouvi. Ela era discreta como um megafone. Eu queria não ter ouvido aquilo; seja quem for a companheira dele, ela é uma garota de muita sorte. Eu suponho, a essa altura, que companheira significa namorada, namorado, alguém, um par. Eu estou tão confusa. Não faço ideia de em que mundo alternativo me jogaram.
Eu não queria ficar e continuar assistindo a isso, então me virei devagar e comecei a sair da sala. “Srta. Hawk, preciso que você fique, por favor. Temos algumas coisas para discutir. Srta. Lloyd, por favor, se retire da sala, e eu sugiro que você tranque esta disciplina e talvez até encontre uma nova área de formação mais adequada às suas capacidades.” Ah, merda! Ele não disse isso. Ela ficou furiosa; eu via nos olhos dela. Imagino que ninguém jamais tenha falado com ela desse jeito. “Como ousa!!” ela gritou. “Você vai pagar por isso!” disse ela, dando um tapa nele e depois saindo pisando duro.
Eu queria correr e acalmar o lugar onde ela bateu, mas me obriguei a parar. Eu me senti mal; isso foi, afinal, culpa minha. Agora ele vai se encrencar. “Desculpa. Eu não queria que nada disso acontecesse”, sussurrei. Ele me olhou, confuso. “Você não tem nada do que se desculpar. Você não fez nada de errado, nada disso é culpa sua. Além disso, eu não vou me meter em problemas.” Ele tentou me tranquilizar. “Eu tenho você como testemunha de que foi ela quem se atirou em mim, e eu recusei educadamente.” Ele sorriu. Eu dei de ombros. “Ah... é, só me avisa se alguém precisar falar comigo”, eu disse.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. “Talvez eu devesse ir.” Caminhei até a porta; antes mesmo de eu conseguir pôr a mão na maçaneta, fui virada rapidamente para encará-lo, e ele me deixou presa entre os braços. Ele baixou o rosto até o meu, o hálito quente, com cheiro de menta, espalhando-se contra os meus lábios. Ele se inclinou perto do meu ouvido e eu o ouvi inspirar. “Mmmmm, um cheiro tão doce... baunilha e madressilva”, ele sussurrou, enquanto beijava a pele na curva do meu pescoço. Eu tive que morder o lábio inferior para me impedir de soltar o gemido que tinha se acumulado. Tudo o que eu consegui fazer, nesse ponto, foi fechar o punho no tecido da camisa dele e fechar os olhos. Eu não conseguia me mexer, não conseguia fugir — e nem era como se eu quisesse. Aquilo tudo estava tão bom e, por algum motivo, tão certo.
Por mais que aquilo parecesse certo, eu precisava me afastar dele. Eu não posso me envolver com ninguém, ainda mais com o meu instrutor. “S-s-senhor, p-p-por f-f-favor, m-m-me d-d-deixe i-i-ir.” Eu finalmente consegui gaguejar.
Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, uma voz masculina gritou do alto do anfiteatro: “Blasé, anda logo, vamos… Silas, seu merda, cai fora!”
Meu professor — que agora eu sei que se chama Blasé. Esse tal de Silas veio descendo as escadas, saltitando.
“Cara… ah, porra! Foi mal, não sabia que você tava dando aula particular.” Ele abriu um sorriso.
“Silas! Se você não sair daqui, você não vai sair daqui andando com as próprias pernas.” Blasé disse, com raiva na voz.
Ele afrouxou o aperto o suficiente para eu conseguir abrir a porta, e eu saí dali correndo.
“Storm! Espera, por favor, volta!” ele gritou para eu parar.
Não tinha a menor chance de eu parar. Corri para fora, seguindo em direção ao pátio; eu precisava encontrar a Summer.
“Ei, Stormie! Aqui.” Summer chamou.
Fui até onde ela estava sentada.
“Oi, Summer”, eu disse, ainda tentando recuperar o fôlego.
“Já não era sem tempo. Achei que você tinha esquecido de mim.” Ela franziu a testa para mim.
“Desculpa, me seguraram”, eu disse.
“Aposto que seguraram.” Ela riu baixinho e piscou para mim.
“Toma, come. Você tá meio pálida.” Ela disse, me entregando meu almoço.
Peguei a sacola com um sanduíche de rosbife, salgadinho e chá. Eu estava com bastante fome; não tive chance de tomar café da manhã por causa do meu pequeno fiasco de hoje cedo.
Ficamos sentadas em silêncio por um tempo. Eu estava perdida nos meus pensamentos, remoendo os acontecimentos de mais cedo.
“Como isso pode estar acontecendo? Eu tô tão confusa”, sussurrei para mim mesma, achando que ninguém ia me ouvir.
“Como assim, acontecer o quê? Com o que você tá confusa, Mimi?” ela perguntou, me olhando com uma preocupação de verdade.
— Espera. O quê? — encarei ela. — Você acabou de me chamar de Mimi?
Ela deu de ombros.
— Sim. Eu gosto. Você não?
Ela perguntou, um pouco triste.
— Ninguém nunca me deu um apelido antes.
Sorri.
— Bom, agora você tem um. Então, me conta o que aconteceu pra você sair correndo pra cá como se sua bunda estivesse pegando fogo? — ela perguntou, me dando um sorriso caloroso e preocupado.
Respirei fundo.
— Isso vai soar completamente maluco, mas... o que é uma companheira?
Os olhos dela se arregalaram um pouco.
— Eu ouvi você mencionar isso mais cedo e, bem... — fiz uma pausa; Summer gesticulou para eu continuar. — Eu trombei com o nosso instrutor hoje de manhã quando eu estava saindo correndo do café. Quando ele olhou pra mim, ele disse: “Companheira — minha”.
Expliquei.
— E o que você fez? — ela perguntou, mordendo a comida.
— Entrei em pânico e corri; aí você me encontrou no chão.
Parei de novo, dei um gole no meu chá e então olhei em volta. Eu queria ter certeza de que ninguém estava ouvindo. Summer ficou em silêncio, esperando eu continuar.
— Depois que você foi embora, a Gwen, aquela vadia... — falei o nome dela com nojo. — Basicamente se jogou pra cima dele. Foi... ela foi nojenta. Ele disse que era contra a política da escola e que ela precisava parar de tocar nele porque a companheira dele não ia gostar dela encostando nele. Ele mandou ela ir embora, procurar outro curso. Depois que ela foi embora, bem puta, diga-se de passagem... eu tentei sair, mas ele me prendeu contra a porta e ele... ele me cheirou. Disse que eu tinha cheiro de baunilha e madressilva e então começou a beijar o meu pescoço.
Terminei, amassando o rosto.
— Eu não faço ideia do que está acontecendo. Por mais surtada que eu estivesse, foi... bom e tão certo. Como se eu tivesse que estar com ele. Mas eu não faço ideia do que é uma companheira e eu NÃO faço ideia de quem ele é. Ele disse que a companheira dele não ia gostar dela tocando nele, mas aí ele me prendeu na porta e ficou me beijando!
Sussurrei, quase gritando.
— Então... como foi o beijo? — Summer perguntou com um sorrisão.
— Summer!!! É só isso que você tirou do que eu acabei de dizer? — repreendi ela. — E que porra é uma COMPANHEIRA? — sussurrei, quase gritando, fuzilando-a com o olhar.
— Storm!! Traz essa sua bunda gorda pra cá AGORA!
Congelei de medo quando a voz familiar encheu meus ouvidos.
— Fred? O que você está fazendo aqui? — perguntei, com os olhos arregalados de pavor, enquanto ele vinha na minha direção.
Summer se aproximou mais de mim.
— Mimi, você tá bem? Quem é ele? — ela perguntou.
— Você era pra estar em casa pro almoço! Esqueceu que a gente ia receber visitas? Você tem noção da vergonha que você fez sua mãe passar, tendo que pedir comida? — ele berrou, agarrando meu pulso com força, as unhas cravando na minha pele.
Eu estremeci de dor.
— Eu deixei a comida na geladeira. Era só ela colocar no forno por vinte minutos — falei, tentando soltar meu pulso, que agora sangrava, evitando olhar nos olhos dele.
— Não era o suficiente! Sua mãe jogou fora! Ela disse que nem servia pra dar pra um animal selvagem!
Agora ele estava me segurando pela gola.
— Isso não é problema meu! Eu fiz o que ela pediu; se ela queria outra coisa, então ela que tivesse feito! — rosnei entre os dentes.
Eu soube no instante em que essas palavras saíram da minha boca que o castigo ia desabar pesado em cima de mim e, de todos os lugares, ali, na escola, pra todo mundo ver.
A próxima coisa que eu soube foi que a lateral do meu rosto ardia. Eu ouvi a Summer gritando com ele.
— Larga ela, seu babaca. Não encosta nela de novo! — ela rosnou.
O punho dele desceu em mim de novo e de novo; eu caí no chão, e ele começou a me chutar nas costelas, na barriga e em qualquer lugar que conseguisse alcançar.
— Cuida da sua vida, sua puta, ou você vai ser a próxima! — ele rosnou pra ela.
— Eu quero ver você tentar — Summer devolveu, rosnando. — E ela é da minha conta!
— Summer, por favor, para... tá tudo bem — eu choraminguei pra ela.
“TIRO AS MÃOS DELA!!” ouvi alguém rugir. Tentei me arrastar para longe de Fred, mas ele pisou no meu ombro, me fazendo parar, e eu ouvi um estalo. Levantei o olhar, tentando ver o que estava acontecendo. Ouvi empurrões, ganidos, rosnados e grunhidos. O que estava acontecendo?
Vi Fred ser arremessado ao chão, a poucos passos de mim. Ele estava coberto de sangue e era um amontoado disforme, caído ao meu lado. Quem fez aquilo com ele? Minha visão começou a embaçar, mas eu conseguia ver um monte de pés circulando Fred. Eu só queria me encolher na minha cama e não sair mais.
— Oh, minha Deusa, Mimi. O que ele fez com você? — Summer arfou. — Blasé! Vem pra cá, AGORA! — ela gritou.
Por que ela estava chamando por ele? Como ela sabia o nome dele? Ela o conhecia? Conhecia ele?
— Minha cabeça está me matando — murmurei.
Tentei me levantar.
— Eu preciso pegar os meus pequeninos. Eles vão ficar tão preocupados comigo — eu disse, mas senti meu corpo cambalear e, antes de eu bater no chão de novo, um par de braços quentes me segurou. Eu senti faíscas onde os dedos dele tocaram em mim. Não consegui evitar me aconchegar mais nele.
— Está tudo bem, meu amor. Eu te peguei. Você está segura. Ele nunca mais vai te machucar, ninguém vai te machucar — ele sussurrou.
Antes de eu afundar na escuridão, eu disse:
— Trigêmeos.
Ponto de vista de Frank:
— Trigêmeos? — repeti, olhando para Summer.
— Isso mesmo, aquela vagabunda mencionou uns monstrinhos — Summer disse, virando-se para mim.
— Ela tem filhos. Três? — eu falei em voz alta, embalando-a nos meus braços. — Summer, vai checar a creche. Talvez eles estejam lá. Se estiverem, leva eles para a casa da matilha; talvez eles saibam o que está acontecendo e o que aconteceu com a irmã deles.
Summer assentiu e disparou em direção ao centro de creche.
— Blasé, o que fazemos com ele? As autoridades humanas vão deixar ele com a gente — Silas informou.
— Levem ele para as celas. Deixem o doutor de prontidão também. E vejam o que conseguem descobrir sobre a minha companheira e a família dela — ordenei, entrando no banco de trás do meu carro ainda segurando a minha companheira. Sim, eu tenho motorista particular. — Robbie, leva a gente de volta para a casa da matilha, rápido.
— Pode deixar, chefe — ele disse.
Ele nos levou depressa, mas com cuidado, até o hospital da matilha.
— Alfa, por aqui. Já deixei um quarto pronto para ela — informou a médica responsável.
Segui a médica até um dos quartos privativos.
— O que aconteceu com ela? — a doutora perguntou, examinando Storm. — Ela está com hematoma em cima de hematoma! — exclamou. — Coitadinha... quem faria isso com ela?
Ela me olhou com lágrimas nos olhos.
— Foi o suposto pai dela — eu disse, rangendo os dentes.
Senti a doutora pousar a mão no meu ombro.
— Ela vai ficar bem. Vou fazer alguns exames, pedir umas imagens, dar soro, remédio para dor, alguns antibióticos e deixar ela descansar; ela deve ser muito forte para aguentar todos esses ferimentos — tentou me tranquilizar.
— Blasé, eu estou com os trigêmeos — Summer falou pelo vínculo mental. — Eles estão assustados e chorando pela Storm. E também, ela é irmã deles, não mãe. É ela que cuida deles; a mãe dela e o Fred... bem, acho que você já entendeu.
Ela suspirou.
— Onde você está? — perguntei. — Preciso ter certeza de que eles estão bem. Irmãos ou filhos, para mim dá na mesma; eu vou proteger ela e eles. Eles são minha família agora. Eu chego aí em alguns minutos — disse a ela.
Olhei para a minha companheira, ainda dormindo — quer dizer, inconsciente. Como alguém pôde tratá-la assim? Eu sentia a raiva e o ódio crescerem. Cheguei mais perto, ajoelhei e inspirei o cheiro dela; o cheiro dela acalmava a mim e à minha fera.
— Blasé, meu filho — a voz da minha mãe soou no quarto.
Ela estava ao meu lado, com o cenho franzido. Minha mãe é a melhor; sempre esteve lá por mim e pelos meus irmãos — os gêmeos, Silas e Summer.
— Filho, você precisa ir para casa e comer — ela disse, com doçura. — Você está aqui há mais de quatro horas; os pequeninos dela estão tão preocupados com ela.
— Eu não consigo deixar ela, mãe. Toda vez que eu tento me levantar para ir embora, minhas pernas ficam pesadas e não se mexem. Ela precisa de mim. Ela nem me conhece, mãe! Ele nunca apresentou ela à matilha! Eu nem sei há quanto tempo ela está aqui — rosnei.
— Ela precisa de você e sempre vai precisar, mas você tem que manter suas forças ou não vai servir de nada para ela nem para aqueles cachorrinhos fofos dela — ela sorriu ao dizer a última parte. — Você conheceu eles?
Ergui os olhos para ela.
— Sim, são uns anjinhos. E estão muito preocupados com ela; ela é muito importante para eles. Parece que o amor dela foi tudo o que eles já tiveram. Você devia passar um tempo com eles; eles precisam da sua segurança — disse ela, dando um tapinha no meu ombro.
“Assim que a médica voltar com notícias, eu vou ver como eles estão.” Ela beijou o alto da minha cabeça e me deixou a sós com a minha companheira. Deslizei os dedos pela linha do maxilar dela, esfregando com cuidado cada mancha roxa e cada hematoma no rosto a cada toque; faíscas faziam cócegas nas pontas dos meus dedos. Acho que ela também sentia as faíscas, porque a frequência cardíaca dela subia um pouquinho e ela soltava um suspiro suave.
— Alfa.
A médica chamou, atraindo minha atenção.
— O que você encontrou? — consegui perguntar, rouco.
Ela suspirou.
— Ela tem muitas fraturas antigas já consolidadas; as costelas foram quebradas em várias ocasiões. Também há uma pequena fratura na bochecha esquerda. Talvez eu precise imobilizar com fios por uma semana mais ou menos. Vou ter que acompanhar e ver como fica nas próximas vinte e quatro ou quarenta e oito horas. Com sorte, vai cicatrizar sem problema; só garanta que ninguém encoste um dedo nela de novo.
Eu soltei um resmungo.
— Ninguém vai encostar nela assim nunca mais! — rosnei.
— Eu sei. Por favor, tente manter a calma. Desculpe. Eu não quis… — ela começou a dizer.
— Tudo bem. Eu entendo.
Ela sorriu para mim.
— Quanto tempo ela precisa ficar aqui? — perguntei, ainda observando minha companheira.
— Assim que ela acordar, eu quero ter certeza de que não há outros problemas que não tenham aparecido — ela orientou.
— Alfa, você devia ir comer e descansar um pouco. Eu ligo se houver alguma mudança — a Dra. Reese me disse.
— No segundo em que ela abrir os olhos, não importa a hora nem o que eu esteja fazendo — exigi.
— Claro — ela concordou.
— Também vou precisar que você examine os três irmãos dela.
— Onde eles estão?
— Na casa da matilha. Minha mãe está cuidando deles, então você vai ter que passar por ela.
Eu soltei uma risadinha.
— Ai, meu Deus… — ela murmurou para si mesma.
— Eu levo eles para visitar a irmã, e aí você faz um check-up neles — sugeri.
— Obrigada, isso resolve — ela disse, um pouco aliviada. — Sua mãe é muito protetora com quem ela considera os bebês dela, e acho que esses três pequeninos novos estão entrando nessa categoria.
Suspirei e esfreguei o rosto. Eu a quero comigo, ao meu lado, na minha cama, na nossa cama. Procuro por ela desde os meus dezesseis anos.
“Pai tem que morrer por machucar a companheirinha!” meu lobo resmungou.
“Eu vou lidar com ele”, eu disse a ele.
Meu lobo estava pronto para despedaçar Fred mais cedo; se Summer não tivesse me chamado, Fred estaria morto.
“Ele devia estar morto”, meu lobo rosnou para mim.
Inclinei-me e depositei um beijo na bochecha dela.
— Eu volto mais tarde, meu amor. Eu prometo. Vou ver como estão nossos filhotes; eles estão preocupados com você. Você precisa voltar para eles, para mim, por favor. Eu finalmente encontrei você; não posso te perder no mesmo dia em que te encontrei — sussurrei no ouvido dela.
Senti ela estremecer de leve. Sorri e beijei-a de novo antes de sair.
