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Capítulo 7 Namorada

Depois que a Mel acordou, foi direto tomar banho para se arrumar para a festa.

Eu continuei vendo televisão até que escuto ela me chamar, fui até a porta e ela me pediu para pegar o roupão que havia esquecido de levar.

Falei que ia deixar pendurado na porta, mas ela disse para colocar lá dentro, porque a porta estava aberta.

Eu não sei se reclamo ou dou graças a Deus de o box não ser totalmente transparente, pois, quando vi seu corpo através do vidro, tive vontade de pular lá dentro com ela, mas me controlei, coloquei o roupão na pia e saí bem rápido.

— Puta que pariu. Falei ao bater a porta.

Fui até tomar água depois dessa, sentei no sofá desejando que esse fim de semana passe logo.

— Que porra é essa Piter? Você tá ficando louco, cara? Perguntava para mim mesmo sem parar.

Parece que ela não me vê como homem, ela anda seminua pela casa, coloca calcinha na minha frente e agora me pede para entrar no banheiro, enquanto está pelada lá dentro! Parece que está com o pai dela, de tão à vontade que fica, mas eu não estou tão confortável assim... Não quero ter esses pensamentos, mas ela não me ajuda.

Quando saiu do banho, tentei agir naturalmente, mesmo ela tendo saído só de roupão de lá de dentro. Ela podia colaborar e colocar uma roupa, dava pra ver até um pouco dos seios e quase a coxa inteira pela abertura do roupão quando andava.

— Pitty, posso secar o cabelo no seu quarto? É que esse banheiro é muito quente, com secador vai ficar pior.

— Pode, a casa é sua.

— Bem que eu queria. Respondeu pegando o secador na mala.

— O que?

— Nada... Pensei alto. Respondeu com um sorrisinho estranho.

Eu não entendi, mas tudo bem...Ela as vezes diz coisas estranhas.

Demorou um século lá dentro do meu quarto e quando saiu, estava com o cabelo arrumado e maquiada, mas ainda só de roupão.

— Vai assim? Perguntei tentando dar um motivo para estar olhando para ela de cima embaixo.

— Vou... Gostou? Falou dando uma voltinha.

— Tá ótimo. Brinquei.

— O vestido só vou colocar na hora de sair, para não amassar.

— Entendi, então vem comer que a pizza já deve estar até fria.

— Nossa, que exagero, nem demorei tanto assim.

— Ah, não... Imagina.

.......

Saímos de casa às 22:15h, peguei um caminho que tem menos trânsito, porém é mais longo. Estava dirigindo com tranquilidade até que...

— Pitty, posso te pedir uma coisa? Perguntou colocando a mão na minha perna. Eu senti o local esquentar.

— Pode, é claro.

— Se for me apresentar para alguém, pode não dizer que sou sua afilhada? Pode dizer que sou sua amiga?

— Por que isso agora?

— Porque "afilhada" me faz parecer um bebê sabe...

— Mas você é a minha bebê. Falei brincando, mas ela levou a sério, tirou a mão da minha perna bruscamente.

— Você é ridículo. Falou brava.

Peguei a mão dela de volta.

— É brincadeira Mel... Poxa, não fica brava, falei só para te provocar.

— E conseguiu.

— Me desculpa, não sabia que ia ficar desse jeito.

— Eu quero que você me olhe como mulher, Pitty, é tão difícil pra você? Eu só quero que você pare de me tratar como criança.

— Eu te vejo como mulher, Melissa! Quando eu falo essas coisas é só de brincadeira, eu não sou cego, você acha mesmo que eu não notei a mulher linda que você se tornou? Desfaz esse bico, que a gente já está chegando.

— Você jura que não me acha a mesma menininha chata de antes?

— Você nunca foi chata Mel, mas daquela menininha que eu conhecia, fisicamente você não tem mais nada, porém ainda tem o sorriso e a doçura de sempre. Falei estacionando o carro.

— Obrigada Pitty.

— Pode ficar tranquila que não vou falar para ninguém que sou seu padrinho, tá? Também não quero parecer tão velho. Falei rindo.

Entramos na boate, eu já tinha ligado mais cedo para o meu amigo colocar o nome da Mel na lista.

A boate tem três pistas de dança, em cada uma toca um tipo de música, e no meio fica o bar.

Fomos direto para lá, eu precisava beber algo depois da nossa conversa, porque ela não tinha ideia do quanto eu a via como mulher, tão linda, gostosa...

— O que quer beber Mel?

— Nada por enquanto.

Pedi um whisky com Red Bull para o barman. Nisso chegou um amigo meu junto com outro cara.

— Fala Piter, beleza? Muito bem acompanhado hoje, hein?

— E aí, tudo bem? Essa é a Melissa, minha amiga.

— Muito prazer Melissa, eu sou o Renato e esse é meu amigo Fernando.

— Prazer. Disse ela.

— Já viu o André por aí? Perguntei.

— Ainda não, acabei de chegar também.

— Quem é André? A Mel perguntou.

— É o dono da festa. Respondi.

— Vou dar uma circulada, depois a gente se vê. Falou o Renato.

— Beleza, vai lá.

Continuei tomando meu drink.

— Vou tomar esse aqui e a gente já vai dançar tá bom?

— Tá bom, tranquilo, fica à vontade. É festa do que essa?

— Aniversário da namorada dele, somos amigos desde a faculdade... Ah não, que merda! Falei olhando para a entrada.

— O que houve?

— Sabe aquela mulher que eu te falei que não me dá sossego? Ela acabou de chegar.

— Quem é?

— Disfarça e olha para trás, ela está vindo na nossa direção de vestido vermelho.

A Mel olhou rapidamente e cochichou no meu ouvido.

— Deixa comigo, hoje ela para de te perturbar.

— O que você vai...

— Oi Piter!

— Oi Silvia, tudo bem? Não sabia que também era amiga do André.

— Na verdade não sou amiga dele, sou amiga da irmã dele, foi ela quem me convidou. E a sua amiga, quem é? Falou olhando para a Mel.

— Prazer Melissa, sou namorada do Pitty. Ela disse oferecendo a mão para a Silvia.

— Namorada? Como assim Piter? Desde quando?

— Desde ontem, quando ele me pediu em namoro, né, amor? Ela falou me abraçando.

— Pitty?

— Eu conheço ele há anos e só o chamo assim.

— Ah, tá... Estão namorando desde ontem? Cuidado, querida, ainda é muito recente. Falou saindo com a cara bem feia.

— Você é louca?

— Por quê? Você não queria que ela te deixasse em paz? Além disso, não estou a fim de ver você pegando ninguém e me deixando sozinha.

— Sim, eu quero ela bem longe, gostei do que fez, e pode ficar tranquila que eu não vou pegar ninguém e te deixar sozinha.

— Hum, acho bom mesmo, hoje sua única companhia sou eu! Falou em tom de brincadeira.

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