Capítulo 4 4
Serpente Narrando,
Eu realmente fiquei estressada com toda essa situação, ela não sabe do que eu sou capaz de fazer principalmente para proteger quem eu amo, eu coloquei uma pessoa específica para ficar na cola dela e me informa caso alguma anormalidade aconteça.
Jonas: O que te preocupa meu amor?
Nada me preocupa, pois eu estou sempre a um passo daqueles que querem me prejudicar, e que isso sirva para você também.
Jonas: O que quer dizer com isso?
Que você tem visita e que não vai ser nada fácil. - Eu nem precisei dizer mais nada na sala de espera estavam os seus pais que me olhou com desdém, na certa a ex foi fazer a minha caveira e eu nem ligo.
Vou deixar vocês a sós.
Jonas: Não é necessário, acredito que a conversa será rápida. - Ele apontou para a sua sala e seguimos para lá, não nego que também queria saber o que eles queriam fazer aqui.
Mãe do Jonas: Meu filho fico tão feliz em te ver andando de novo.
Jonas: Mas por culpa de vocês eu demorei tempo demais para operar e quase não consigo voltar a andar, sejam breves o que querem.
Mãe do Jonas: Nos já devolvemos o dinheiro, nos arrependemos, mas também estamos passando por dificuldades, e bom agora você está casado e também é dono de tudo isso aqui e pode nos ajudar.
Jonas: Primeiro que eu não sou dono de nada aqui, segundo eu não vou ajudar, se tivessem agido corretos comigo quando eu mais precisei eu ajudaria na maior boa vontade, mas hoje eu não dou um real.
Pai do Jonas: Olha como fala com a sua mãe.
Jonas: Não deveriam nem estar aqui, se era só isso já podem ir, e não precisa voltar.
Mãe do Jonas: Bem que a Alana disse que essa dai virou a sua cabeça.
Essa daí é uma pessoa correta e não passa a mão na cabeça de quem erra, se isso incomoda sinto informa eu não vou mudar, como a conversa já foi encerrada espero que saiam.
Pai do Jonas: Vai deixar essa mulher fala assim com a sua mãe.
Jonas: Ela apenas se defendeu das palavras inúteis que a mãe usou para atingi-la, agora eu tenho trabalho a fazer. - Eles Sairam me olhando feio, são mais dois que eu sei que vão me dar dor de cabeça.
Jonas Narrando,
Eu sabia que a minha mulher estava estressada e não tirava a razão dela, nem o morro estava lhe dando tanta dor de cabeça assim como a minha ex e agora os meus pais, que sinceramente eu não reconheço mais, parece que o dinheiro mexeu com a cabeça deles e isso de certa forma me assusta. Ela subiu primeiro e eu fui em seguida vendo encher a banheira e ela só enchia quando realmente estava muito estressada, então eu desci peguei um vinho duas taças e preparei uma bandeja de frios, subi com cuidado e coloquei ao lado da banheira vendo-a me olhar surpresa, tirei a minha roupa e entrei na banheira atrás dela abraçando com carinho enquanto beijava a sua nuca e depois fiz uma massagem em seus ombros vendo ela comer e encher as taças de vinho.
Relaxa amor, desculpa por toda essa confusão.
Serpente: Você não teve culpa, e acredite eu já tive dias melhores.
Mas eu só quero dias felizes, mas sei também que os tristes são necessários, mas me dói ver essa sua carinha de cansada ou frustrada.
Serpente: Obrigada por se preocupar.
Eu sempre vou meu amor, um brinde a mulher da minha vida.
Serpente: Ao homem da minha vida.
Serpente Narrando,
Os dias estavam passando rápido demais e muito calmo, a ex não apareceu e os pais de Jonas não deram mais as caras o que para mim era totalmente suspeito, mas ainda assim eu mantia um segurança da ex apenas por preocupação, poderia estar errada, mas como eu tive certeza que não estava errada.
XX: Patroa ta na escuta?
Solta a voz.
XX: Tem um carro te seguindo, é a ex noiva do Jonas.
Fica na cola dela, vou pro meu apartamento na pista.
Jonas: Acha que ela vai tentar causar um acidente?
Eu não sei o que ela realmente quer, mas descobrir a minha verdadeira identidade ela não vai, vamos pro meu apartamento e quando ela não estiver mais atrás voltamos pra casa.
Jonas: Acha que devo ir na delegacia presta queixa contra ela.
Vamos ver o que ela vai aprontar. - Seguimos fazendo uma outra rota, acelerei vendo o carro dela querendo me acompanhar, mas eu amava uma adrenalina e sabia muito bem como tudo isso iria acabar, chegando no meu apartamento eu logo avisei na portaria que não estava esperando ninguém caso alguém perguntasse por mim, o porteiro daqui mora la na comunidade eu mesma arrumei o trabalho pra ele, sei bem que informações ele não vai passar, tem muito amor a vida dele.
Jonas: Acha que despistamos ela?
Não por muito tempo, ela não vai sossegar até descobrir aonde moramos.
Jonas: Ela pode invadir aqui?
Pode tentar, eu ainda estou sendo muito paciente com ela, se fosse em outra situação ela nem viva estaria mais.
Jonas: Eu não vou me meter, é a sua segurança.
A nossa.
Jonas Narrando,
Eu acordei de madrugada e senti falta da minha mulher na cama, assim como na casa ela saiu e por não ter me avisado eu sinto que deve ter sido algo bem sério, liguei a tv no jornal que passava querendo saber se estava acontecendo algo na cidade, mas nada fora do normal.
Eu fiz um café pois não conseguiria mais dormi, eu não liguei pois não queria atrapalhar pois não sabia o que de fato ela estava fazendo, estava a ponto de ter uma crise de ansiedade, trabalhei um pouco em uns documentos que trouxe para casa, tomei banho fiz um lanche e nada dela voltar, estava ficando preocupado mesmo sabendo que ela sabe muito bem se cuidar, ainda sim eu tenho medo que algo aconteça com ela, ela não tem ideia de como é importante para mim e quero que ela se mantenha saudável e intacta sem nenhum arranhão.
Eu abri as cortinas e fui até a varanda com mais uma xicara de café nas mãos, respirando fundo e pedindo em silêncio que ela voltasse para casa logo, não sei quanto tempo fiquei ali e só me dei conta quando o carro dela apareceu no estacionamento, eu respirei aliviado vendo ela andar em direção a entrada do prédio, mas tranquilo eu só ficaria quando ela entrasse por essa porta e não demorou muito até a porta abrir e ela me olhar respirando fundo.
Aconteceu alguma coisa, pra ter que sair de madrugada.
Serpente: Fui resolver um problema inadiável, agora está tudo bem.
Serpente Narrando,
Eu dormia tranquila nos braços do meu marido quando meu celular começou a vibrar, era o porteiro do prédio me informando que tinha uma moça alegando ser minha prima dizendo que eu já sabia que ela chegaria e era só liberar, eu logo maldei e disso que não autorizava pois não estava esperando ninguém, assim que desliguei meu segurança ligou falando que a ex noiva estava na entrada do prédio, mandei logo pegar ela e levar pro nosso parque de diversão, eu fui muito paciente mas ela não quis colaborar, eu levantei com calma para não acordar o Jonas e sai para o lugar que eu gostava de ir, era um deposito desativado com palhaços na parede e muito sangue, um belo cenário de filme de terror, havia um tanque com agua bem suja, uma motosserra alguns objetos pontiagudos e bom as minhas armas. Quando cheguei ela estava amarrada na cadeira e se assustou ao me ver.
Achou mesmo que iria aparecer na minha vida e fazer o que bem quisesse, sinto te informar eu não sou tão generosa quanto ao Jonas, vou te mostrar do que eu realmente sou capaz.
Alana: O que vai fazer, virou bandida por acaso?
Eu sempre fui, você que nunca soube com quem estava mexendo, mas eu vou te mostrar.
Alana: eu vou sair daqui e vou contar ao Jonas o mostro que você é.
Querida ele sempre soube, e me acha o máximo por isso. - Eu peguei um chicote com pregos e navalhas nas pontas, eu sorrir para ela que me olhou ainda mais assustada e comecei a contar seriam 20 chicotadas, na primeira ela se desesperou e começou a gritar, mas ali ninguém ouviria quando finalizei seu sangue estava por toda parte e seu corpo todo furado, peguei um balde da aua suja que estava bem gelada e taquei nela fazendo se contorcer de dor.
Alana: Eu não vou mais atrás de vocês, por favor me deixa ir embora.
Deveria ter pensado nisso antes, quando eu começo não volto atrás, agora vamos brincar de tiro ao alvo, mas antes eu vou tratar das suas feridas. - Com isso meu segurança me deu uma mistura de solda e fui derramando na sua pele vendo a mesma se derreter os gritos dela era como música para os meus ouvidos, quando o liquido acabou meu segurança cortou as suas cordas e como seus braços e suas pernas já estavam amarrados em correntes ele puxou a colocando de pé, enquanto eu escolia uma arma, com o resto de força que ela tinha se debatia tentando se soltar, então eu comecei a brincar 15 tiros e vi ela dando seu último suspiro e eu respirei aliviada igualmente, pedi ao meu segurança que se livrasse do corpo e voltei para casa dando de cara com Jonas que eu sabia bem que estaria acordado.
