Meu Doce Monstro

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Capítulo 1 Alexius

Eu nunca o conheci. Nunca o vi.

Mas eu ouvi os sussurros. Os rumores. As histórias sobre ele ser tão cruel quanto seu pai. Talvez ainda pior.

Dizem que a presença dele envolve sua garganta sempre que ele entra em uma sala. E é exatamente isso que sinto no momento em que ele entra na lanchonete onde trabalho e ouço as pessoas sussurrarem seu nome.

Alexius Del Rossa.

Eles o chamam de príncipe herdeiro do Soberano das Trevas – uma sociedade de homens que são donos de tudo, menos do clima nesta cidade.

Os homens dizem que ele tem gelo nas veias e as mulheres falam sobre o coração corrompido em seu peito. Ele é o tipo de homem com quem você reza para nunca cruzar. O tipo de homem que uma garota como eu não

tem chance de sobreviver. Mas enquanto seus olhos prendem os meus e seu magnetismo toca minha pele, não consigo me mover quando ele me força a um canto e me entrega um envelope.

É uma oferta.

Uma que não posso recusar.

Veja, eu não tenho nada. Sem família. Sem amigos. Nenhum lar.

Posso desaparecer e ninguém saberá.

E foi exatamente por isso que ele me escolheu.

Nota da Autora

Alexius é um romance sombrio da máfia e contém cenas que podem ofender leitores sensíveis. O que você pode esperar:

- Violência gráfica

- Negligência infantil e abuso verbal

- Abuso de drogas

- Tudo o que você esperaria de um romance mafioso.

Capítulo Um

ALEXIUS

— Você está fodido. De novo. — Esfrego os dedos no queixo, nivelando o idiota na minha frente com um olhar que poderia fazê-lo explodir em chamas a qualquer momento.

— Eu não tive escolha. O filho da puta tinha uma faca na mão.

Eu me inclino para frente, apoiando os cotovelos na mesa de carvalho maciço. — E você decidiu atirar nele? Então, você não só é tão burro quanto feio, mas também é um maldito covarde.

J immy passa a palma da mão no rosto, seu olhar cortando nervosamente de um lado a outro do meu escritório. O filho da puta não pode me olhar nos olhos porque sabe que estragou tudo. — Quantas vezes vou salvar sua pele, J immy?

— Alexius, cara. Desculpe.

— Porra, desculpe! — Bato os punhos na mesa enquanto fico de pé, canetas e livros chacoalhando na superfície plana enquanto a raiva vibra nos nós dos meus dedos. — Estou farto de limpar sua maldita bagunça.

Ele morde o canto da boca, sabendo que não deve dizer outra maldita palavra, mas posso ver a arrogância em sua expressão. Foda pomposa.

Nicoli entra, seguida por Maximo, que fecha a porta com tanta força que se fosse de madeira barata estaríamos arrancando lascas das costas de J immy.

Nicoli fica parado na frente de J immy, inclinando a cabeça para o lado enquanto o estuda. — Esse filho da puta é um tipo especial de estúpido, não é?

— Chamá-lo de estúpido é um elogio, irmão, — respondo, sem tirar os olhos de J immy enquanto ele esfrega o queixo, o som áspero dos pêlos púbicos que ele chama de porra de barba arranhando minha espinha.

— Vocês dois não podem falar assim comigo. — J immy endireita os ombros e estufa o peito como um maldito pavão.

— Podemos falar com você como quisermos, J immy. — Nicoli se serve de um copo de bourbon e afrouxa a gravata antes de se sentar no sofá de couro. Fios de cabelo escuro tocam suas sobrancelhas, e aqueles olhos azuis de isca de buceta dele têm um brilho extra neles.

Eu zombei do meu irmão. — Diga-me que não estou esperando por você há mais de uma hora porque você teve que arrastar sua bunda vagabunda do clube.

— O que posso dizer, irmão? — Ele dá de ombros e toma um gole de sua bebida. — Eu gosto de buceta, e buceta gosta de mim.

O sol ainda nem se pôs.

— Você não pode marcar o prazer, Alexius. — Ele acende um charuto e uma nuvem de fumaça flutua até o teto, o cheiro de tabaco e especiarias enchendo instantaneamente a sala.

— Escute, — J immy começa. — Eu tenho lugares para estar. Então, se pudermos encerrar isso, seria ótimo.

— Você não vai a lugar nenhum. — Volto meu foco para ele e tudo que sinto é nojo. Com sua jaqueta de couro barata e jeans pendurados na cintura, rasgados nas costuras, ele parece mais um bandido de rua do que um membro da família Del Rossa.

Dou a volta na mesa enquanto abotoo meu paletó cinza escuro, acenando levemente na direção de Maximo.

Maximo é um grande filho da puta e se eleva sobre J immy enquanto se posiciona atrás dele.

— Diga ao seu cachorro para recuar. — O rosto de J immy permanece duro e implacável, mas vejo isso em seus olhos cor de sujeira. A lasca do medo. A leve contração de sua sobrancelha é um sinal revelador de que ele está nervoso.

Giro o anel de ouro em meu dedo médio e sinto o símbolo da marca DS em sua placa preta. — Você sabe por que ainda não recebeu seu anel, J immy?

— Porque eu não beijo a bunda do seu pai.

— Veja, é aí que você está errado. — Endireito as lapelas da minha jaqueta. — O anel soberano foi conquistado. Não importa quem diabos é seu pai. Ele poderia ser o maldito anticristo, e você ainda não conseguiria um se não o ganhasse com sangue.

J immy aperta os lábios. — É por isso que estamos aqui agora, lembra? Porque não tive nenhum problema em derramar sangue.

Eu zombo de sua ignorância, da maneira como sua pequena mente não consegue entender que um assento à mesa do Soberano das Trevas não é um direito de nascença. Não é algo que você consegue simplesmente porque carrega o nome Del Rossa. Você tem que ser digno disso, e J immy com certeza não é.

— Eu sabia que você seria apenas um problema no dia em que meu pai disse que você ingressaria nos negócios da família.

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