Diabo de Veludo - Um Romance da Máfia

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Capítulo 6 6

Mas esse homem… Se ele quisesse a porra da lua, provavelmente daria um jeito de laçar ela do céu.

Eu suspiro de novo quando ele puxa a lateral da minha calcinha e faz uma carícia provocante, subindo pela minha fenda. Minha boca se arredonda num O perfeito e silencioso quando ele me abre e desliza um dedo para dentro.

Ele se move devagar demais. Mais paciente do que eu jamais imaginei ser possível. Eu quase apago e, quando volto um suspiro depois, percebo que estou esfregando os quadris na palma da mão dele. Minha testa está pressionada contra o peito musculoso dele.

O nome dele escapa dos meus lábios como uma oração. “Isaak…”

Rindo baixinho, ele tira o dedo devagar. Tira a mão de debaixo da minha saia.

E lambe meus fluidos direto da ponta dos dedos.

“Doce”, ele diz. “Do jeitinho que eu imaginei.”

Meu queixo cai. “Afinal, quem é você?” consigo ofegar.

Ele abre um sorriso de canto, cheio de segredo. “Vem comigo e talvez você descubra.”

“Eu posso ler sobre heroínas”, eu digo baixo. “Mas isso não me torna uma.”

“Então já não está na hora de você mudar isso?”

Ele dá meio passo para trás e estende a mão para mim. Eu sinto falta da proximidade dele, do calor, do cheiro.

Mas está ali. Ele está ali, ao alcance.

Se eu só me deixar ser corajosa.

Então encaro a mão dele por um instante, antes de enfiar meus dedos na palma dele.

Ele começa a me puxar, mas um pensamento repentino me atravessa. Eu finco os calcanhares. Isaak para, vira para me encarar. “Por que você quer isso?” eu disparo. “Por que eu?”

Os olhos dele brilham. “Eu nunca tive muito autocontrole quando se trata dos meus vícios.”

Eu faço uma careta. “Então eu sou um vício agora?”

“Sem a menor porra de dúvida.”

Antes que eu consiga pedir uma explicação, ele me puxa pela porta do banheiro no corredor, logo atrás dele.

O lugar é um mar de branco e dourado. Bancadas de mármore, detalhes dourados e torneiras douradas, toques de cobre por todo lado. A luz vem de velas tremeluzentes encaixadas em arandelas ao longo das paredes. O cheiro de lilás dança no ar.

Isaak caminha até o meio do espaço e então se vira, me avaliando. Ele acaricia minha bochecha com o dorso da mão.

“Esses olhos”, ele murmura para si mesmo.

“Meus pais têm os dois olhos castanhos”, eu digo por algum motivo idiota. “Então ninguém sabe como eu herdei essa cor. A minha mãe diz que a mãe dela tinha olhos meio esverdeados, mas eu nunca conheci ela, então não posso afirmar.”

Eu sei que estou tagarelando. Mas toda a energia nervosa dentro de mim precisa de uma saída. Precisa engolir o silêncio, para não sobrar espaço para ele fazer alguma coisa que eu não vou conseguir impedir.

Ele tinha admitido ser importante.

Ele tinha admitido ser perigoso.

E eu sou a idiota excitada que entrou num banheiro vazio, num restaurante deserto, para ficar com ele.

“Ela foi a única avó que eu nunca conheci”, eu continuo com minha falação. “Ela morreu quando a minha mãe ainda era uma garotinha.”

“Você sempre fala pelos cotovelos quando está nervosa?” ele pergunta, os dedos dele passando pelas mechas do meu cabelo.

“Pra ser sincera, eu acho que eu nunca fiquei tão nervosa assim antes.”

Ele arqueia as sobrancelhas. “Vou encarar isso como um elogio.”

Então ele se inclina e encosta os lábios nos meus.

Mesmo esperando por isso, o beijo me pega de surpresa. Os lábios dele são carnudos, mas gentis, ainda leves. Ele demora um instante antes de me puxar contra o corpo dele e aprofundar o beijo. A língua dele roça a minha. Ele tem gosto de uísque e hortelã.

Isaak se afasta um pouco. “Se você quiser ir embora agora, pode”, ele me diz.

“Você ofereceria isso se achasse que eu ia aceitar?”

As sobrancelhas dele descem, formando um V de desaprovação. “A escolha é sempre sua, Camila.”

O jeito como ele diz meu nome inteiro, com aquele leve sotaque russo, me dá um arrepio. Ninguém nunca falou assim. Ele faz o nome virar dele. Ele me faz virar dele.

“Você sempre tem tanta certeza de si?” eu pergunto.

“Sempre.”

“Deve ser bom.”

Ele sorri de lado. Mas ele sabe de uma coisa: eu não vou a lugar nenhum.

Segurando meu quadril com uma mão enorme, ele me puxa de volta para perto. Dessa vez, o beijo é mais intenso, mais agressivo. Os lábios dele saqueiam os meus enquanto a mão dele apalpa minha cintura. Ele me faz andar para trás. Eu só paro quando minhas costas batem no mármore frio da bancada.

Eu nunca fiquei tão excitada só com um beijo. E então, antes que eu consiga recuperar o fôlego, ele me gira, deixando minhas costas coladas no peito dele. Nossos reflexos nos encaram no espelho.

Isaak me domina em altura. O rosto dele fica na sombra, mas aqueles olhos brilham mesmo assim, como se estivessem acesos por dentro. É difícil desviar o olhar.

Eu prendo a respiração enquanto as mãos dele deslizam pelo meu corpo, traçando minhas curvas devagar. Ele tira meu casaco e deixa cair aos nossos pés. Então os dedos dele vão para a minha lateral, puxando o zíper que me prende neste vestido.

Eu não podia usar sutiã com ele, então, quando o último pedaço do zíper cede e o vestido desce, meus seios saltam livres. Isaak envolve um deles na palma da mão e belisca meu mamilo. Eu tenho que morder o lábio para não soltar um gemido alto.

Minha calcinha está completamente encharcada. Eu até poderia ficar com vergonha, se não estivesse tão desesperada por ele.

Quando ele começa a apertar meus mamilos entre os dedos, minha coluna se arqueia sozinha e a parte de trás da minha cabeça encosta no peito dele.

Uma mão encontra minha garganta e aperta de leve. O suficiente para insinuar perigo. A outra desce com calma pela minha frente. Passa pela borda da calcinha.

E encontra a parte de mim que mais quer ele.

Ele me toca com delicadeza, arrancando gemidos sofridos enquanto eu luto para ficar quieta. Eu agarro a beirada da bancada para me firmar. Minhas pernas estão virando gelatina a cada segundo que passa.

Eu sinto a mudança no ar ao mesmo tempo que ele. Não é o bastante, aquilo parece dizer. A gente precisa de mais.

Com um rosnado selvagem, Isaak agarra minha calcinha com uma mão e puxa, descendo até a metade das minhas coxas. Depois ele finca uma palma pesada na nuca e me empurra para a frente.

Aquela voz idiota e moralista grita de novo dentro da minha cabeça. Você não devia dar um tapa nele? Não devia se sentir ofendida? Não devia dizer não?

Eu sempre teria dito que não sou o tipo de garota que faz sexo assim.

Mas talvez exista mais em nós do que a gente jamais percebe.

E é preciso um homem como Isaak para trazer essa parte à luz.

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