Capítulo 6 Capítulo 6
Capítulo 2 - Parte 2
Ele não se afastou e começou a elogiar a roupa dela, dizendo que o cabelo estava diferente. Perguntou então quando "dava", porque ele a estava "querendo". Ele ficou de gracinha até que alguém o chamou pelo nome. Ele a soltou e se virou para ver. Era um casal que estava na mesa com eles. Ananda ficou com vergonha, foi pega no flagra. Entrou no carro e foi embora rindo sozinha, pensando na boca de um, no cheiro do outro, e que noite havia sido aquela. Ficou animada com as possibilidades.
Não houve um final feliz para ela naquela noite, mas, apesar de não gostar muito de sair, foi bom, um "gostosinho de quero mais". Ananda acordou destruída com ressaca e ainda ia trabalhar. Logo cedo, recebeu uma mensagem do rapaz com quem ficou, um "bom dia, minha linda". Benjamim era lindo. Ela viu a foto e se surpreendeu. Ananda respondeu:
- Bom dia, gato!
Conversaram um pouco, e ele a chamou para sair. Ananda começou a inventar desculpas, louca para ir ficar com o amigo dele. Ele disse que merecia a atenção dela, já que na noite anterior não tiveram como se conhecer melhor. Ela acabou aceitando, ele não era chato mesmo.
Naquele dia, Ananda trabalhou até a hora do almoço e ficou com aquela dúvida tremenda do que vestir. Não sabia aonde iriam, nem se haveria sexo, nem se ele tinha carro, moto, bicicleta ou nada. Ele não quis dar muitos detalhes. Ananda se vestiu de forma básica, colocando um macaquinho de shorts soltinho florido e uma sandália Anabela. Fez uma maquiagem levinha, apenas para esconder imperfeições, e colocou uma lingerie bonita de renda. Ficou esperando ansiosamente por Benjamim. Ele era uma delícia, e ela estava em um atraso de muitos meses – havia se dedicado a estudar, por isso parou de ir atrás de homens.
Ele atrasou mais de meia hora e não estava respondendo às mensagens. Ananda ficou desanimada, quase voltando para trocar de roupa. Eles haviam marcado às 18h. Ele só respondeu "Tô chegando" às 18h25. Ananda, tentando ser legal, disse "Beleza". Já estava furiosa com o atraso.
Ele chegou. Desceu do carro – que carro! Um baita carrão de luxo. Veio perto, deu um beijo de selinho e um abraço gostoso. Abriu a porta para ela – ninguém nunca tinha feito aquilo antes. Pediu desculpas pelo atraso. Ananda disse que tudo bem, que o importante era ele ter ido. Ele começou a conversar e não falava aonde iam. Até que Ananda perguntou:
- E aí, onde vamos?
Ele respondeu rindo:
- Você é curiosa, moça?
Ela disse que "só um pouco". Ele não revelou o destino e continuaram conversando sobre suas vidas. Ananda fez perguntas sobre a vida dele, e ele sobre a dela. Pararam em um posto de gasolina. Ele abasteceu, estacionou e a chamou para entrar na conveniência e pegar algo. Ananda nunca foi de beber muito e pegou um suco. Ele perguntou se ela não curtia beber direto. Ela disse que não. Ele falou que também não e pegou uma Coca-Cola em lata, ainda ressaltando para ela ficar à vontade:
- Gata, fica na boa, pode pegar o que quiser, se quiser comer alguma coisa, fica à vontade.
Ele era atencioso, educado, um fofo. Pegou um saco de gelo grande. Ananda se perguntou para que uma pessoa compra um saco de gelo em um domingo à tarde. Ele a pegou pela cintura na conveniência, como um casal. Não havia nenhum conhecido dela por perto, então ela ficou quietinha, deixando rolar.
Quando entraram no carro, ele a beijou de verdade, maravilhosamente, grudando em seus cabelos. Ananda pensou animada: "Hoje tem, né, com uma pegada dessas, vai me pegar de jeito!" Saíram de lá, e não muito longe, ele parou em uma casa. Disse que ia entregar o gelo rápido e perguntou se ela queria entrar para dar um oi para a galera. Ananda respondeu que não, que tinha vergonha. Mas, na verdade, tinha medo de ver o casal que a viu abraçada com o outro no estacionamento.
Ele entrou e logo saiu no portão com a irmã dele. A irmã deu tchau e oi de longe para Ananda, que também acenou. Ele voltou para o carro, dizendo que preferia ficar com ela. Ananda concordou, dizendo que já haviam "atrapalhado" eles na noite anterior.
Ele a levou para a casa dele, só avisando quando chegaram. Entraram. Ele a pegou pela mão. A casa era linda e enorme. Não havia ninguém em casa. Os pais dele tinham acabado de ir à igreja em outra cidade e demorariam para voltar. A irmã estava em um churrasco. Ele foi explicando tudo isso.
Ananda ficou um pouco intimidada com a situação, e ele percebeu que ela não estava tão à vontade. Foram para o quarto. Ananda sentou na cama. Ele colocou música antiga e perguntou que tipos ela gostava. Ela escolheu pagode. Ele sentou perto, a deixou à vontade. Trocaram alguns beijos bem quentes, e Ananda começou a dominar a situação. Foi para cima, provocando, subiu em cima dele.
Ele abriu o macaquinho dela nas costas. Ela tirou a camiseta dele. A cada puxão que ele dava no cabelo dela, Ananda pensava que sairia dali toda dolorida. Não deixou por menos, arranhando e mordendo-o. Ficou de calcinha e sutiã. Aquele amasso das preliminares estava maravilhoso.
Eis que uma pessoa abre a porta do nada. Imagine a cena: Ananda de calcinha e sutiã em cima dele, só de cueca, se agarrando. O som estava em volume médio, mas se chamaram antes de abrir, não deu para ouvir nada. Quando abriram a porta, eles se assustaram. Ele tirou Ananda de cima dele, jogando-a para trás na cama mesmo...
A irmã dele abriu a porta, mas não a fechou, permanecendo ali, observando, como se quisesse incomodar. Não agiu rápido para fechar, parecendo até que fez por maldade. Ele gritou para ela sair, levantou-se para trancar a porta e desculpou-se com Ananda, voltando para a cama. Disse que a irmã não se importaria e que Ananda podia ficar tranquila. No entanto, Ananda não se sentiu à vontade, chocada com a indiscrição.
Ele tentou retomar o que estavam fazendo, pegando-a e beijando-a. Mas para Ananda, o clima havia se desfeito, a noite "brochou" para ela. Tentou corresponder um pouco, mas não funcionou. Pediu para ele parar e disse que não estava a fim de fazer nada. Ele pediu para tentar deixá-la mais relaxada, queria tocá-la e beijá-la, mas Ananda não permitiu.
