Contrato de Casamento - O Segredo de Heitor D'Angelo

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Capítulo 9 9

Heitor

— Não, Ellen! Olha, põe nessa sua cabeça que não temos um relacionamento… — Ela não me permite concluir a frase, pois em questão de segundos a garota se joga nos meus braços, cola as nossas bocas e o beijo nada comportado me deixa sem ação.

Ou devia dizer com ação demais?

Imediatamente a sua mão invade as minhas calças e eu sinto o seu toque atrevido em meu membro, que imediatamente pulsa violentamente lá dentro.

Ok, não sou de ferro, porra. E simplesmente não consigo evitar de chocar o seu corpo com violência contra uma parede de vidro escuro e de puxar a sua saia acima da sua cintura, sem delicadeza alguma. E com destreza, liberto o meu membro, afasto a sua calcinha e me enfio nela em segundos. Ellen geme no mesmo instante. A ação é rápida. Algumas estocadas bruscas, minha mão segurando firme no seu cabelo, um beijo punitivo e eu engulo todos os seus gemidos, para gozar logo em seguida. A garota sorrir satisfeita e ofegante. Então a ponho de volta no chão, ajeito a minha gravata e sigo para o banheiro do escritório, sem nenhuma consideração.

— Espero ter conseguido o que queria, Senhorita Montreal — resmungo com desdém.

— Não exatamente, mas para começo está bom — ralha safada.

É disso que estou falando.

Outra mulher teria me repudiado. No mínimo esculachado e esbofeteado a minha cara. Ellen é capaz de suportar os meus piores absurdos apenas para estar perto de mim. Ou do meu dinheiro e até mesmo de um status mais elevado. Algo que a leve ao mais alto topo. O que ela não sabe é que quanto mais alto ela chegar, maior será a sua queda. E consequentemente o estrago. Volto do banheiro recomposto e pronto para o meu dia de trabalho, porém, parece que a garota não entendeu o meu recado cafajeste, pois ela ainda está sentada no meu sofá, com as pernas cruzadas e olhando para mim como se eu fosse um bife suculento em um prato apresentável.

— O que faz aqui ainda? — Ela dá de ombros e faz uma pose ousada.

— Ainda não estou satisfeita. Vem, vamos sair daqui. Vamos curtir um ao outro e…

— Ellen, eu preciso trabalhar!

— Não. Você é um multimilionário que tem o mundo aos seus pés. Não precisa ficar enfiado dentro desse escritório o dia inteiro. Vem comigo, por favor! — insiste.

Porra, eu não queria, mas ela está me forçando.

— Escuta aqui, garota. Eu já te fodi como você queria. O que está faltando? O seu pagamento? — Diante dos seus olhos abro a minha carteira e pego meu talão de cheques. — Quanto?

— Você está me ofendendo, Heitor! — Ela ralha entre dentes.

— Então não fode, Ellen e sai logo daqui! — Em resposta, ela se levanta do sofá, pega a sua bolsa e me olha nos olhos duramente. Entretanto, logo abre um sorriso e se aproxima calmamente, deixando um beijo cálido na minha boca.

— Eu entendo, querido. Nos vemos em breve.

O quê?! Meu subconsciente pergunta confuso.

Enfim, como Tadeu disse, ela não se importaria de assinar o maldito contrato e mandar ver. O que não é de todo ruim, pois teria uma garota fogosa em minha cama sempre que eu quisesse e subjugada como eu gosto. No entanto, eu sei que tudo não passa de um joguinho sujo seu apenas para obter o meu controle em suas mãos, e ter de mim aquilo que eu não posso lhe dar.


Horas mais tarde…

Entro em casa recebendo o seu habitual silêncio e após livrar-me da gravata, vou até o bar de canto e me sirvo uma generosa dose de uísque. Depois, aproximo-me de uma parede de vidro e observo as ruas com suas luzes brilhantes, e suas pontes que parecem enlaçar a cidade. Daqui não se ouve nada. Tudo parece calmo demais. Mas o trânsito caótico me diz o contrário. Bebo mais um gole da minha bebida e decido ir para o segundo andar da cobertura. E em seguida para o quarto principal. Tomo um banho demorado, ponho uma roupa confortável e ligo para o restaurante do hotel para pedir o meu jantar.

Enquanto aguardo, me tranco no meu escritório e abro a ata de contabilidade da D’Angelo. Há alguns meses descobrimos que nosso chefe da contabilidade estava realizando alguns pequenos furtos na empresa. Claro que exigi sigilo sobre o assunto, pois não quero o meu nome nas fofocas dos tabloides. Menos ainda ser visto como um empresário fraco e desatento. Foi exatamente por isso que os serviços de Tadeu Lenon entraram em ação. Esse homem faz mágicas quando se trata de uma boa assessoria. Claro que dessa vez foi algo bem comercial e que tive que pagá-lo por fora. Quanto ao ladrãozinho, em breve estará atrás das grades e desacreditado para qualquer empresa que tenha a intensão de contratá-lo, por menor que ela seja.

— Senhor D’Angelo, a garota chegou. — O porteiro avisa pelo interfone.

— Certo, já sabe o que fazer.

Sei que parece sujo da minha parte, mas, acredite não é. Tenho os meus motivos para não namorar ou me apegar a qualquer mulher. Parte desses motivos confessei a outra parte e não vale a pena comentar. Basta saber que procuro saciar as minhas necessidades masculinas com algumas garotas de luxo. Minha única exigência ao contratá-las, é que assinem um contrato de confidencialidade. Eu lhes pago uma boa grana no final e na cama quem manda sou eu. Imagino que já fazem ideia disso.

Desligo o computador, guardo alguns documentos dentro de um cofre e saio do escritório no exato momento que a campainha começa a tocar. Abro a porta e devoro a minha presa, que está usando um curto vestido negro brilhoso e decotado na altura dos seios fartos. E alguns fios negros que escapam do seu coque frouxo deixam o seu rosto ainda mais jovial e sexy. Não lhe dou chance de falar qualquer palavra. Ainda na porta a puxo com violência pela cintura, prenso o seu corpo entre uma parede e o meu corpo, e a beijo com ardência, livrando-me da sua roupa sem calma e sem delicadeza alguma. E ali mesmo a fodo com vontade.

E só então, vamos para o meu quarto continuar com a minha festa.

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