6. Punição
Ela pisca para mim como se estivesse esperando a piada. A piada é que não há piada. Eu só quero puni-la. Entre outras coisas...
"Tipo me dar umas palmadas?" Ela ri—ri de mim, porra. "Não."
"Minha punição é muito mais criativa do que sua mente jovem poderia imaginar." Eu mostro um sorriso malicioso. "Podemos começar esta noite."
"Olha," ela diz, "acho que devo ir. Eu me demito se isso te fizer feliz."
Eu rolo na minha cadeira em direção à minha mesa e dou um tapinha na superfície lisa. "Você se demitir vai me fazer feliz, sim, e salvar os empregos de todas as pessoas naquela empresa."
Ela murcha com minhas palavras.
"Mas," eu continuo, "quero te dar um novo emprego. Um que você realmente possa fazer. Um que pague muito mais."
"Eu não vou ser uma prostituta tipo Uma Linda Mulher," ela rebate. "Eu não sou a Julia Qualquercoisa e você não é o Richard Grieco."
"Gere," eu corrijo.
"O fato de você saber isso significa que você é velho." Ela revira os olhos, seus cílios sem maquiagem batendo contra suas bochechas rosadas. "Você é velho o suficiente para ser meu pai."
"Eu só tenho trinta e cinco." Eu cerro a mandíbula. Quase trinta e seis.
"Meu pai vai fazer trinta e sete este mês," ela provoca, inclinando o quadril para um lado. "É isso? Alguma coisa estranha de 'me chame de papai'? Porque, se for, eca. Não."
Eu tento não demonstrar meu desconforto.
Então, acho que sou velho o suficiente para ser pai dela.
Maravilha.
"Foco, criança," eu rosno. "Eu não estou te pagando para ser minha prostituta. Se você quiser transar comigo, isso vai ser de graça."
Ela ofega. "Eu não vou dormir com você!"
"Ainda," eu digo com um sorriso. "O que estou te pagando para fazer é fácil. Quero te punir. Mais como te humilhar, para ser claro."
Ela inclina a cabeça para o lado. "Por quê?" "Porque isso deixa meu pau muito duro."
Ela morde o canto interno do lábio inferior, seus olhos cor de avelã desviando para minha virilha e permanecendo lá.
"Isso é estranho."
"Você não faz ideia." Eu dou um tapinha na mesa. "Sente-se aqui e vamos começar."
"Você não pode me humilhar se não tiver ninguém aqui," ela rebate. "Só tem você. Isso derrota o propósito." "Vamos trabalhar até chegar à humilhação pública, minha querida."
As bochechas dela ficam vermelhas. "Quanto?"
Aí está. Todo mundo é um negociador nato quando o dinheiro está em jogo. "Faça uma oferta," eu digo, mostrando um sorriso de lobo.
"O que eu vou fazer?"
"Nada muito difícil. Só algo para me agradar. Cinco minutos." "Quinhentos reais," ela solta.
Uma negociadora de baixo nível, eu vejo.
"Cem reais por minuto?" Eu seguro o riso. "Aceite ou deixe, amigo."
"Eu aceito. E aceito e aceito. Agora sente-se na minha mesa."
Ela franze a testa, hesitando por um momento, mas então levanta o queixo antes de marchar até a beirada da minha mesa. Sob sua respiração, ela xinga antes de se erguer na superfície lisa. A mesa é alta o suficiente para que ela balance os pés para frente e para trás como uma criança.
"Onde está seu celular?" pergunto, recostando-me na cadeira.
"Por que você quer meu celular?" Seus olhos estão arregalados e horrorizados. "Você vai gravar isso?" "O que é isso?"
Seu pescoço fica vermelho brilhante. "Eu não sei."
"Não, Srta. Elliott, eu não vou gravar. Você vai gravar. Um pequeno presente para mais tarde." "Por quê?"
"Porque isso te envergonha."
"Você se excita me envergonhando?" Ela me lança um olhar irritado. "Absolutamente."
"Maldito pervertido," ela murmura enquanto puxa o celular do bolso. "Tanto faz." "Apoie-se nos cotovelos e coloque os pés na beirada."
"O que você vai fazer?" Sua voz é estridente e trêmula. "Nada."
"Eu não entendo," ela resmunga.
"É como arte," eu explico. "Tudo está nos olhos de quem vê. Faça o que eu digo. Pare de desperdiçar nosso tempo. O relógio começa quando você obedecer."
Ela sustenta meu olhar por um longo momento antes de finalmente soltar um suspiro forte e exagerado. Seu corpo treme enquanto ela se move para a posição que pedi. É fofo como ela tenta manter as coxas fechadas de forma desajeitada, mas a posição não permite.
"Você está gravando?" "N-Não."
"Há um cronômetro no seu celular. Quando a gravação chegar a cinco minutos, você termina."
"É só isso?"
"Por enquanto."
"Você vai tipo..." "Comece a gravar." Outro suspiro.
"Está gravando," ela resmunga. "Mostre-me."
Claro, está gravando. Boa garota.
"Separe as coxas," eu exijo. "Estou morrendo de vontade de saber a cor da sua calcinha. Mostre-me."
Ela geme e separa as coxas. Eu rolo minha cadeira mais perto, inclinando-me para olhar dentro da saia entre suas coxas abertas. Vermelha. Como seus doces de cereja.
"Você vai, hum, me tocar?"
"Você quer que eu toque?" murmuro, inalando seu aroma doce de excitação. "Não," ela late. "Ainda vou ser paga?"
"Você está envergonhada?"
"Sim."
"Então eu ainda vou te pagar." Eu sorrio para ela. "Mostre-me mais."
Ela xinga novamente, agarrando a saia com uma mão e puxando-a para cima de suas coxas bronzeadas, expondo sua pele jovem. "Feliz agora, doente?"
"Estou chegando lá. Parece que você também está." "O quê? Por quê?"
"Sua calcinha tem uma mancha molhada, Srta. Elliott. Você está excitada." "Não estou," ela rosna.
"A negação não vai mudar o fato de que você absolutamente está. Me dê sua câmera," eu ordeno. "Agora."
Ela relutantemente entrega. Eu viro a câmera para gravar a evidência, até mesmo dando um zoom e deixando a imagem ali. Quando tenho certeza de que ela viu a prova que pode estudar mais tarde, devolvo o celular.
"Faltam três minutos," ela murmura.
"Os duzentos reais mais fáceis que você já ganhou. Estou certo?"
