Capítulo 5: Sexo barulhento do marido e da amante
Ela caminhou até a mesa de Evelyn, seus dedos aparentemente tocando casualmente os rascunhos de design.
"Ah, é verdade," disse ela como se tivesse se lembrado de algo de repente. "Não trouxe roupas para trocar. Posso pegar uma camisola emprestada? Estou toda suada e grudenta. É desconfortável."
"Saia." Evelyn disse, sua voz baixa, mas carregada de um tom de aviso.
Sienna parou por um momento, então riu exageradamente. "O que você disse? Não ouvi direito. É só uma camisola. Precisa ser tão mesquinha? Ou suas camisolas antiquadas são tão vergonhosas de mostrar?"
Enquanto falava, ela realmente se virou e caminhou em direção ao armário de Evelyn.
"Eu disse," Evelyn se levantou e bloqueou seu caminho, seu corpo tremendo levemente de extrema raiva, "saia do meu quarto!"
"Seu quarto?" Sienna bufou, seus olhos medindo Evelyn de cima a baixo com desprezo. "Evelyn, não seja ridícula. Em breve, tudo aqui será meu. Seu marido, sua casa, seu armário... e, claro, suas camisolas também."
Ela estendeu a mão para empurrar Evelyn de lado.
Evelyn agarrou seu pulso.
"Não me toque!" Sienna gritou.
"Saia!" Evelyn usou toda sua força para empurrá-la para fora do quarto.
As duas mulheres começaram a lutar instantaneamente.
"Chega! Evelyn!"
Damian apareceu na porta, com apenas uma toalha enrolada na cintura, seu cabelo ainda pingando água, claramente acabado de sair do banho.
Seu aperto no pulso de Evelyn era tão forte que parecia que ele iria esmagar seus ossos.
"O que você está fazendo agora?" ele franziu a testa.
Assim que Sienna o viu, soltou-se imediatamente, seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela caía em seus braços com uma expressão ferida.
"Damian... Eu... Eu só queria pegar uma camisola emprestada da Evelyn, e ela..." ela soluçou.
Damian abraçou a mulher trêmula em seus braços. Quando olhou novamente para Evelyn, seus olhos estavam frios como gelo.
Ele não perguntou o que havia acontecido, nem deu a Evelyn qualquer chance de explicar.
Ele simplesmente assumiu que Evelyn estava sendo irracional.
"Evelyn, já chega? Sienna só queria pegar algumas roupas emprestadas. Precisava agir assim?"
Evelyn o olhou incrédula.
Ela olhou para a mulher fingindo estar machucada em seus braços, para a acusação indisfarçada de Damian em relação a ela.
"Por que você não pode ser mais generosa?" Damian continuou, cada palavra como um tapa no rosto de Evelyn.
"Evelyn, Sienna é uma convidada. É assim que você trata os convidados?"
O rosto de Damian escureceu.
"Convidada?" Evelyn soltou sua mão, apontando para Sienna. "Que tipo de convidada é essa? Uma convidada que se enfia na cama do dono da casa?"
"Você!" A raiva de Damian foi acesa. "Precisa falar de forma tão ofensiva? Por que você não pode ser mais generosa? Sienna já passou por muita coisa!"
Evelyn ficou atônita.
Ela olhou para o homem defendendo sua amante com tanta retidão, sentindo como se estivesse assistindo a um palhaço em uma peça absurda.
Seu coração, naquele momento, se despedaçou.
Damian nem sequer olhou para ela novamente.
Ele cuidadosamente segurou a Sienna chorosa em seus braços, como se ela fosse um tesouro frágil.
Sua voz, era gentil de uma maneira que nunca havia sido com Evelyn. "Está tudo bem agora. Tudo vai ficar bem."
Sienna levantou a cabeça do abraço dele, olhando por cima do ombro para lançar um olhar desafiador e presunçoso para Evelyn.
Então, como um cervo assustado, foi meio abraçada e meio carregada por Damian para fora da sala.
A porta se fechou com um clique, isolando tudo do lado de fora.
...
Na manhã seguinte, a luz do sol filtrava-se pelas persianas, lançando sombras pontilhadas no chão.
Evelyn acordou muito cedo, ou melhor, mal tinha dormido.
Ela caminhou até a escrivaninha, olhando para o lápis quebrado e o papel de desenho com a marca do pé de Sienna.
Ela não podia deixar isso passar.
Não havia ferramentas adequadas no quarto. Ela procurou em várias gavetas e finalmente encontrou algumas amostras de tecido e um toco de lápis que mal dava para segurar.
Evelyn pegou aqueles pedaços de tecido, sentindo a textura dos diferentes materiais com as pontas dos dedos.
A suavidade da seda, a rusticidade do linho, o luxo do veludo.
Ela colocou os tecidos sobre a mesa, pegou o pequeno toco de lápis e começou a esboçar novamente em uma folha de papel nova.
Sem régua, ela media com os dedos.
Sem cores, ela as anotava em palavras ao lado.
Ela se imergiu em sua criação, como se só assim pudesse bloquear a sujeira e a realidade nauseante daquela casa.
Logo, a porta foi aberta.
Damian estava lá, vestindo um terno perfeitamente ajustado, o cabelo impecavelmente penteado, sem um fio fora do lugar.
Ele ficou na porta, olhando para ela como se examinasse um objeto.
Seu olhar caiu sobre os pedaços de tecido espalhados e os papéis de desenho na mesa. Sua testa se franziu brevemente, mas logo relaxou.
Ele pensou que ela finalmente tinha aceitado a realidade.
Essas coisas eram apenas passatempos para uma mulher entediada.
Desde que ela se comportasse e não desafiasse mais sua autoridade, ele poderia tolerar esses hobbies.
Seu tom carregava um toque de caridade condescendente. "Há um jantar importante da empresa esta noite. Prepare-se e vista-se adequadamente."
Evelyn não levantou o olhar, nem pausou seu trabalho.
"Eu não vou."
O rosto de Damian escureceu.
O que ele mais odiava era a insubordinação dela.
"Evelyn, eu não estou pedindo sua opinião. Como esposa do presidente do Grupo Omni, você tem o dever de aparecer ao meu lado em tais ocasiões. Quer que as pessoas lá fora riam de mim, dizendo que eu não consigo nem controlar minha própria esposa?"
Ele se inclinou, com as mãos pressionadas contra a borda da escrivaninha, prendendo-a entre a cadeira e ele.
"Precisamos mostrar ao mundo que estamos bem, muito apaixonados. Entendeu? Pare de me causar problemas."
Evelyn levantou o olhar, encontrando os olhos dele diretamente.
Aqueles olhos que antes estavam cheios de amor agora continham apenas cálculo.
"Está bem, eu vou com você."
Ele deu um passo à frente, querendo acariciar o cabelo dela como costumava fazer, mas Evelyn evitou sutilmente seu toque.
A mão dele parou no ar, sua expressão se tornando feia, mas eventualmente ele recuou.
"Assim está melhor." Ele se virou e caminhou em direção à porta. "O motorista estará esperando lá embaixo às seis."
