Capítulo 6 Capítulo 5
CAPÍTULO 5
Davi Miguel
O jovem Davi Miguel, ficou nervoso demais, e se manteve ao lado de fora da casa, encostado na janela, ouvindo tudo o que acontecia, pois não confiava em Felipe Lombardi, e se ele encostasse na Maria Júlia, ele faria uma loucura e o mataria ali mesmo, sem se importar com as consequências, e levaria a moça daquele inferno.
Mas, como tudo ficou tranquilo, ele viu que estava tudo bem, e se retirou de lá e reassumiu a sua função.
Os dias foram passando e ele não avistou mais a jovem, ele dava muitas voltas pela casa, e pelo jardim, mas viu que ela não aparecia.
— Aurora... sabe me dizer o que aconteceu? Por que ela não saiu mais do quarto? Estou achando isso estranho! — Perguntou para ela quando saiu lá fora.
— Tudo o que eu sei, é que ela foi proibida depois do último episódio, e precisa merecer sair novamente... — Falou ela, o deixando inquieto, andando de um lado para o outro.
— Merecer? Como assim? — Perguntou, mas não querendo ouvir a resposta.
— Você sabe muito bem como os homens gostam de ser agradados! — Ela falou, e saiu o deixando sozinho com os seus pensamentos, ridículos.
Davi Miguel, estava com raiva... até quando pararia a sua vida por ela? Tem esperado esse encontro a tanto tempo, e agora parecia tudo tão inútil!
Ele se sentiu uma carta fora do baralho, e ficou péssimo! Mesmo ele tentando evitar, a sua mente a mostrava nua nos braços de Felipe, e isso estava o revoltando, não sabia por quanto tempo iria aguentar isso, estava pior do que ele imaginou, e as ligações da máfia não paravam, sempre solicitando o seu retorno, mas lá ele é quem dava a maioria das ordens, ainda não havia assumido oficialmente, pois o seu pai ainda era vivo e também comandava lá, e para assumir ele também precisaria estar casado, e ele aniquilou a hipótese de se casar com outra mulher, que não fosse a Maria Júlia, mas agora ele duvidava se ela iria querer ele ainda, como o queria antes disso tudo acontecer.
Ele ficou firme, via os dias irem passando, um a um, e nada dela aparecer, esperou pacientemente, e nada!
Um mês se foi assim. E aquilo precisava mudar, ele precisava vê-la, então quando Felipe saiu para trabalhar, Davi Miguel, inventou uma desculpa boba e seguiu direto em direção ao quarto dela, mas se assustou muito quando a viu caída no chão do quarto, de bruços e aparentemente desacordada.
Ele não se importava com mais nada! Iria levar aquela mulher embora, e não se importaria com as consequências, nem mesmo vindo dela, se o odiasse depois, ele já estava cansado desta palhaçada, e a tiraria de lá de qualquer forma, fora uma promessa que havia feito ao pai dela, antes dele morrer…
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Maria Júlia
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Maria Júlia estava agoniada, pois não conseguia mudar a cabeça do marido quanto a ela sair de casa, e ficar vendo televisão o dia todo a estava sufocando demais, ela precisava de ar, de sol, de pelo menos ir para o Jardim, e agora estava arrependida de não ter ficado no local que Felipe havia dito.
Mas os dias foram passando e isso só piorava, ela estava com olheiras, e estava estranhando o seu corpo estava diferente, e ela não sabia no quê...
A carta prometida nunca chegou, e a Aurora parecia uma muda, não falava quase nada, estava torturante, e até a sua fome havia ido embora, ela tinha emagrecido...
Ela também teve sonhos com aquela família e o Miguel, e nessa noite foi acordada aos tapas por Felipe, assustada.
— Para de chamar por esse Miguel! Tá parecendo uma vadia, chamando outro homem enquanto dorme! — Falou ele, agora puxando o seu cabelo, e ela sentiu dor.
— Para Felipe, eu não tenho culpa, são sonhos sem sentido que venho sonhando, e nesse era você lá! Me puxava com raiva para longe de um rapaz que se chamava Miguel, e eu pedia ajuda a ele...
Ela mal terminou de falar, e foi jogada no chão por Felipe Lombardi!
— Vou te ensinar o que acontece quando mulher casada chama por outro enquanto dorme, estou farto de me ignorar! — Ele a assustou a puxando do chão, e deu um chute em sua barriga, e um soco na sua cabeça, mas não viu que ela era tão frágil, e aparentemente desmaiou com as duas pancadas, então ficou irritado e saiu do quarto batendo a porta, e desejou não ser incomodado aquele dia, então passou por Aurora, e disse.
— Não importa o que aconteça! Hoje não quero ser incomodado! — Falou, e ela assentiu.
Ele foi para a zona e nem se importou com o estado que a mulher ficou, a deixou lá com a própria sorte, provavelmente em breve acordaria...
Como ele havia dado essa ordem, Aurora não ligou de Davi Miguel querer entrar, e quando ele avisou que iria sair de lá e carregava a sua senhora no colo, ela já havia repassado a ordem para todos os seguranças, e sabia que ninguém falaria nada ao Lombardi, então pegou poucas coisas rapidamente, e lhe falou:
— Ainda tenho a vaga que me prometeu?
— Claro! Se apresse! Meus soldados nos esperam do lado de fora, e em breve a gente explode toda essa merda aqui, não quero ver nem as cinzas, mais! — Davi a respondeu, e chegaram na saída, mas foram barrados pelos guardas...
— Aonde vão com a senhora Lombardi? Ela está proibida de sair! — Perguntou um soldado.
— Ela precisa de um hospital! E o patrão proibiu que o incomodássemos de novo! — Falou a Aurora. O guarda pensou, pensou...
— Tudo bem! Mas, se der problema, a culpa vai cair toda sobre você, e já sabe o que aconteceu da última vez! — Ele falou, e ela assentiu, se sentindo aliviada a ver o portão finalmente se abrindo, esse era o maior sonho de Aurora, e que se foda o resto, ela não tinha mesmo nenhuma intenção de voltar para o inferno, independentemente de como seria estar do outro lado da máfia com um outro desconhecido... já que dá última vez que ajudou a jovem, resolveu ficar na casa.
— O que ele quis dizer com aquilo? O que aconteceu da última vez? — Davi Miguel, perguntou a Aurora, enquanto colocavam a jovem, deitada no banco trás.
— Eu não fugi junto! E quase morri por isso quando ele descobriu, e ainda passei três dias no salão, sendo usada por velhos asquerosos! — Ela falou e se calou depois, e Davi Miguel percebeu que também deveria se calar... esse não era assunto dele.
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Felipe Lombardi
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— CAZZO! SE VIREM SEUS INÚTEIS! EU VOU MATAR UM POR UM, SE A MINHA ESPOSA NÃO APARECER! VOCÊS SÃO UM BANDO DE INCOPETENTES! — Felipe Lombardi gritava feito um louco por toda a sua residência, depois que percebeu que a Maria Júlia não estava lá.
— Mas patrão! A Aurora confirmou que o senhor não deveria ser incomodado, e a jovem estava desacordada, deveria procurar nos hospitais, ela não estava nada bem, não deve ter fugido! — Falou um dos seguranças de Felipe, e recebeu um soco em resposta.
— IMBECÍS! NÃO PRESTAM NEM PARA MANTER A MINHA MULHER EM CASA! — Ele não parava de gritar, e falar palavrões por todos os lados, precisava achá-la, aquela moça era um certo troféu para o Lombardi, ele a queria nem que fosse para enfeite, e declarou morte a todos os funcionários se ela não aparecesse.
— E, quando acharem a Aurora, matem-na! Não vou correr mais riscos de a Maria Júlia ter ajuda dela, já chega dessa palhaçada, cazzo! — Ele dizia e repetia várias vezes, os funcionários já estavam apavorados.
Felipe acionou toda a máfia em busca de Maria Júlia, e ofereceu pagar o que quisessem para trazê-la:
— Encontrem aquele figlio de puttana do Davi! Esse eu quero vivo! Sabem muito bem o que a gente faz com traidores! — Falou ao chefe de segurança.
— Estamos procurando, patrão! Logo traremos boas notícias! Não se preocupe, não devem estar longe, não irão conseguir sair do país, no aeroporto ninguém sai sem a minha autorização! — Ele respondeu para o Lombardi, que ficou mais calmo, mas buscou a garrafa de Whisky e começou a se embebedar.
