Apaixonada pelo meu melhor amigo

Download <Apaixonada pelo meu melhor ami...> grátis!

BAIXAR

Capítulo 5 Capítulo 4

Kaléo Coleman.

Obscuro — Parte 2

— Oi! Bobão, como está?

— Estou bem, babão — só Mayke para me fazer rir em um momento desses. — Porém, preocupado com a Ayumi! Alguma notícia? Que ele diga sim! Por favor, diz que achou algo.

— Não, mas estou fazendo tudo o que posso para achá-la. Porém, o número de telefone que você me deu está dando inexistente — assim que ouço, desisto de levar o garfo à boca.

— Liguei várias vezes também e, por um tempo, eu ouvia a sua mensagem do correio de voz, mas agora é o mesmo que você disse.

— Mas estamos refazendo os últimos passos dela e falando com quem a viu antes do sumiço. Falamos com o Carl e ele disse que a Ayumi o traiu e assim fugiu com um cara que trabalhava com ela. Fomos à empresa onde ela trabalhava e disseram que nenhum homem que trabalha lá pediu demissão ou sumiu, a não ser a Ayumi. Nem mesmo para dizer que não trabalharia mais lá ela foi. Ah, e você não sabe da maior, a empresa é do Carl.

— Mentira! — falo sem acreditar.

— Descobri por que o vi chegar quando estava saindo. Voltando ao assunto, o quadro de funcionários que trabalharam lá ou trabalham continua sendo o mesmo, sem nenhuma demissão… só admissões.

— Isso está muito estranho, MK!

— Quando chamamos Carl para interrogá-lo, ele chorou e disse que ama muito a Ayumi, que até saiu do apartamento dele, porque tudo lá o fazia lembrar dela, que mesmo ela fugindo e o traindo com outro, ele ainda a ama.

— MK, isso está muito estranho! Por que o Carl não estava aparentando sofrimento quando o vi? Por que ele estava agarrando uma estranha parecida com um periquito quando começa a criar penugem, na boate? — Mayke, começa a rir e por quê? Eu não sei!

— O que você está rindo? 

— Nunca, nesses dezenove anos que lhe conheço, ouvi ou vi você maldizer alguma mulher. O que há com você?

— Vai catar coquinho no deserto de Marte, capitão.

— Olha o desrespeito, meu rapaz. Posso te prender por desacato.

— Ah! Isso quero ver, até porque se você me prender, conto os seus podres para o departamento inteiro.

— Isso é golpe baixo, jogo sujo.

— E alguma vez eu disse que jogaria limpo?

— Não! — fala, sorrindo.

— Esse capitão é um menino esperto! — Sorrimos juntos e depois.

— Mas estou fazendo de tudo para achá-la, Léo, e você será o primeiro a descobrir quando acontecer.

— Eu não posso perdê-la, Mayke. Ela é a minha amiga, minha protegida. É o meu anjo dos olhos castanhos — digo isso olhando para o porta-retrato que tem na minha mesa, onde estamos nós dois, quando éramos crianças.

— Eu sei, cara. Sei que você e a Ayumi têm uma ligação incrível e única, são como irmãos! Farei o máximo para achá-la.

— Obrigado, meu amigo, e já ia me esquecendo… A dona Havah falou que se você me ligasse ou eu te ligasse, era para dar um recado.

— Xi! Que lá vem bomba!

— E que se não desse o recado, teria meu bem mais precioso arrancado — digo rindo e ele gargalha, pois sabemos que a minha mãe é doida!

— Dona Havah não muda nunca! E qual é o recado? Já tenho até medo.

— Que se você não aparecer lá, ela vai ao departamento te buscar pela orelha e que você é um rapaz ingrato por abandoná-la.

— Eita! É a rainha do drama mesmo. Fui vê-la na semana passada.

— Mas você sabe que a semana passada para ela é quase uma década.

— Sim, verdade. Me lembro do dia em que você chegou na casa dela, ela faltava soltar fogos.

Havah e John não são meus pais biológicos. Fui para o orfanato quando tinha cinco anos. Minha mãe foi morta pelo meu padrasto, que só não me matou porque ela me escondeu no porão da casa onde morávamos, mas vi tudo pela fresta que tinha no piso de madeira. A polícia só achou a mim e minha mãe porque uma vizinha achou estranho não me ver brincando no quintal, até porque minha mãe me levava diariamente para brincar no parquinho improvisado que ela mesma fez.

Sou tirado dos meus devaneios com o Mayke me chamando:

— Kaléo, está aí?

— Oi!

— Te chamei várias vezes, mas você não respondia.

— Me desculpe, é que eu estava me lembrando do dia — minto, pois essa parte meus amigos não sabem e os únicos são meus pais e irmãos.

— Ah! Cara, eu me lembro da minha mãe dizendo que a sua ia acabar indo parar no hospital de tanta ansiedade — acabo rindo e conversamos mais um pouco. Depois desligo, pego a foto à frente e fico a olhando, me lembrando do dia em que a Ayumi chegou no orfanato.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo