Apaixonada pelo meu melhor amigo

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Capítulo 3 Capítulo 2

Kaléo Coleman.

O retorno — Parte 2

Encerrei aquela chamada com uma dor no peito, como ela poderia ter feito isso comigo? A minha vida não foi a mesma e, depois disso, ficamos mais distantes e hoje não consigo falar com ela; toda vez que ligo, vai direto para o correio de voz, só assim consigo ouvir a voz da Ayumi. Sinto tanta falta dela! E o pior é que não sei o que está acontecendo.

Pego meu telefone e disco seu número, chama até cair na caixa postal, tento a última vez e dessa vez nem chama, vai direto para a caixa postal.

— “Se você quer falar com Ayumi Clarck, digite um agora, se você quer falar com a Yumi, digite dois e deixe uma mensagem bem legal que depois retornarei a ligação.”

Ouvir sua voz e risada encantadora ao fim do bip, que faz a saudade aumentar, me pergunto se está tudo bem, já que não confio naquele cara de jeito nenhum.

— Oi! Minha Smile, estou com saudades! Estou voltando para San Diego. Quero muito te ver… te amo, smile, para sempre — desligo sentindo algo que não sei definir muito bem, esse sentimento está me corroendo.

•••••🦋••••• 

Cheguei a San Diego há uma semana. Fui até o trabalho de Ayumi para surpreendê-la e descobri que ela não trabalha mais lá há algum tempo. No prédio onde ela morava, o porteiro disse que Yumi tinha se mudado há quase um ano e isso me deixou muito preocupado… ela não era de agir assim desta maneira, sinto dentro de mim que algo está acontecendo, mas não sei dizer o que é.

Era assim que me encontrava a todo momento, fui até a empresa de arquitetura onde meu irmão Lucca é sócio… outra novidade para a minha surpresa quando descobri é que Carl é o dono, isso era o que a doida da minha irmã iria contar naquele dia e não deixei. Assim que ele me viu, estreitou as sobrancelhas e tenho certeza de que não gostou da minha presença por ali, mas eu não estava ali por ele e sim pela minha smile, não poderia abandoná-la mais uma vez.

Conversei com Carl e este me garantiu que Ayumi estava bem, que estavam morando juntos, que pediria para ela entrar em contato comigo. Eu sabia que aquilo era uma mentira, ele não tinha sido sincero comigo, ele jamais diria que estive procurando por ela, eu nunca me enganei com o caráter das pessoas e aquele imbecil não seria o primeiro. Dava para ver no rosto dele a insatisfação de me ver ali, ainda mais perguntando por ela, mas se ele estava achando que eu iria deixar isso barato, estava muito enganado.

Resolvi ir embora, pois não aguentava mais olhar na cara daquele idiota. Saio da empresa e ando meio que perdido pela rua. Conheço essas ruas como a palma da minha mão, porém me sinto perdido e sem rumo. Vou caminhando para poder respirar um pouco de ar puro, me pego pensando na minha Smile e acabo batendo em algumas pessoas que me olham de cara feia.

— Me desculpe! — falo enquanto paro em frente a uma boate.

Ao olhar para a placa, resolvo entrar, precisava de uma boa dose de uísque escocês, então entro e me arrasto até o bar. Assim que me sento no balcão, chamo o barman que me olha e logo vem em minha direção, secando a mão em um pano impecavelmente limpo. Me perguntando o que quero, peço uma dose dupla de uísque escocês e assim que ele me serve levo o copo à boca tomando em um só gole, sinto a doce ardência em minha garganta, coloco novamente o copo em cima do balcão e sou servido novamente.

— Dia difícil?

— Sim! Queria poder resolver tudo, mas não sei por onde começar.

Conversamos um pouco e, quando percebo, já estou extremamente bêbado! Saio do bar e olho para a rua que não está movimentada e sorrio. Se a Ayumi estivesse aqui agora, estaria parada em minha frente com as mãos na cintura, me olhando de cara fechada ou brigando comigo por beber. Ela nunca gostou de me ver beber e muitas vezes tirou o copo da minha mão e bebeu todo o líquido sem saber o que era, para que eu fosse embora, porque sempre teimava dizendo a ela que queria ficar para terminar a bebida.

Volto a mim e não sei o quanto bebi até agora, mas não sei como voltar para casa.

Um mês depois…

Após pensar muito na conversa com Carl, eu precisava fazer alguma coisa. Então, acordei cedo no dia seguinte e fui ao departamento, pedi para Mayke investigá-lo e fiquei esperando a ligação de Ayumi, o que não aconteceu. Sempre que podia, estava com meus amigos e irmãos em alguma balada. Quase sempre nos encontrávamos com Carl. O que me intrigava é que ele estava sempre sozinho, sempre com uma desculpa esfarrapada para a ausência de Ayumi. Há duas semanas, seu número de celular consta como inexistente. Avisei ao Mayke, que me garantiu que verificaria o que estava acontecendo.

Agora estou com meus amigos em uma boate, saboreando mais uma dose de uísque e tentando mascarar minha preocupação com Ayumi. Nem para me divertir tenho tido cabeça. Nunca considerei dispensar tantas mulheres como tenho dispensado, mas por mais que eu me esforce, não consigo me deitar com nenhuma. Isso está me preocupando muito, mas não tem o que fazer. Só sossegarei quando tiver notícias de Ayumi.

Olho para a pista de dança e vejo pessoas dançando e quase se enfiando dentro de outras, mas uma pessoa em especial chama minha atenção. Tomo o resto da minha bebida e vou ao encontro do casal. Reconheço, Carl, mas ele está com outra pessoa em vez de estar com Ayumi. Sem pensar muito, acabo com a distância entre nós e o pego pela gola de sua camisa, que me olha de olhos arregalados. Se esse filho da mãe pensa que trairá minha amiga e sairá impune, está muito enganado!

— Que merda você pensa que está fazendo? — Carl me olha com um sorriso debochado, tentando tirar minhas mãos de sua camisa, mas só tenta!

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