Apaixonada pelo meu melhor amigo

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Capítulo 1 Prólogo.

Carl Jenkins

“Como em um conto de fadas… a princesa trancada na torre!”

Assim, ela ficou incomunicável e, em pequenos momentos de confronto, eu me via igual ao meu pai! Sem conseguir me controlar, pois quando dava por mim, já estava lhe castigando. Não que me agrade punir totalmente a minha mulher, mas um lado meu se sente satisfeito, pleno e feliz.

Na noite em que saí para comemorar a assinatura de um grande contrato, encontrei Marieta e estava aproveitando a minha noite quando fui visto pelo idiota pomposo. Acabamos discutindo e, sem esperar, ele me acertou um soco. Antes que eu pudesse reagir, ele já estava em cima de mim, distribuindo mais socos, e acabei inventando uma pequena mentirinha. Mas com a minha mulher, ele não teria essa chance, e naquele momento, a minha noite havia acabado.

Cheguei em casa cheio de ódio e a encontrei na sala, sentada, lendo um livro. Quando contei que meu amigo havia voltado, observei seus olhos brilharem e senti mais ódio. Ela não tem o direito de amar outro além de mim. Na verdade, eu já sabia há um tempo, mas agora ela é minha. Só minha!

Tivemos uma discussão, e no momento em que fui tirar satisfação, ela jogou a bomba. Lembrei-me da minha mãe e não queria isso nem para mim, nem para ela. A discussão mudou de foco, e agora era sobre seu desejo doentio. Sem saber o que fazer, saí de casa para pensar e me dei conta de que havia esquecido o celular. Voltei e procurei por ela, mas não a encontrei. Fui ao quarto e escutei sua voz sussurrada mencionar o nome dele.

Entrei no banheiro com um sorriso no rosto por saber qual seria sua reação. O celular estava em suas mãos, e ela me olhava com lágrimas escorrendo em seu rosto e os olhos vermelhos. Caminhei até ela e, quando peguei o aparelho, levando-o ao ouvido, ouvi a voz daquele imbecil chamando minha mulher. No mesmo instante, o monstro em mim apareceu, e eu abracei aquele sentimento, cansado de não deixá-lo se divertir.

Joguei o aparelho contra a parede e a peguei pelos cabelos, dizendo:

— Agora cuidarei de você, querida!

Levei-a para o quarto, e ela lutando com todas as suas forças era magnífico. Sem pensar duas vezes, lhe acertei um tapa em seu rosto. Ela se desequilibrou, caindo e batendo a cabeça na quina do criado-mudo. Assim que a vi caída no chão, desnorteada, subi em cima dela, segurando seu rosto.

— Hora do seu castigo, meu bem! Você irá aprender a não mentir para mim e nem me trair.

Ergui a mão…

•••••🦋•••••

Pisco os meus olhos e vejo minha mãe implorando para não apanhar. Contudo, meu pai é implacável em cada tapa e em cada soco. Fechei os meus olhos para não assistir meu pai castigando a minha mãe, mas não adianta muito porque, mais uma vez, ela grita, e grita muito. 

— Abra os olhos, moleque — ele diz, mas ainda permaneço com os olhos fechados e minhas mãos estão tapando os meus ouvidos. 

Em menos de alguns segundos, minhas mãos são arrancadas de meus ouvidos com força e ele mais uma vez grita: — Abra… Aprenda a ser homem!

Abro os meus olhos e ele volta para perto dela, sobe em cima do corpo já sem forças e começa a castigá-la novamente. A cada golpe, ouço menos os gemidos dolorosos de minha mãe. Ele se levanta e começa a chutar seu corpo inerte, e depois do último chute, ele se vira e caminha na minha direção…  

•••••🦋•••••

Pisco os olhos repetidas vezes e lá está ela, a minha mulher no chão, apagada e ensanguentada. Olhei para as minhas mãos e estavam cheias de sangue, levantei e me virei indo em direção ao banheiro, lavei as mãos e me olhei no espelho vendo minhas roupas sujas de sangue, tirei-as e fui até o closet; coloquei outra roupa e me aproximei dela, me abaixei para tentar sentir a sua pulsação e não havia nada! Então tive a certeza de que ela se foi! 

— Ah! Meu amor, olha o que você me fez fazer, agora ficarei sem você, minha doce menina — passei os meus dedos em seus cabelos ensanguentados e, se eu não soubesse que era a minha princesa ali, eu não a reconheceria. 

Respirei fundo, olhando-a e guardando essa imagem em minha memória, eternizando aquele cheiro de sangue e o silêncio que ele trazia.

— Sentirei a sua falta, meu amor!

Olhei para o seu corpo estirado, irreconhecível e, balançando a minha cabeça, mesmo sabendo que ela não iria me ouvir, eu disse:

— Agora você está bem e, como prometido, ninguém mais terá o que é meu. Teria, né, já que você se foi…

Pego um lençol no armário e o abro em cima da cama, pego Ayumi e a coloco em cima do lençol, enrolando-a nele. Pego-a no colo novamente e saio de dentro da casa, indo até o carro. A coloco no banco de trás e vou até a garagem, onde pego uma pá e a jogo no porta-malas, entrando no carro em seguida. Descubro o seu rosto e sorrio. Dou a partida e saio da garagem, batendo um papo animado com a minha falecida mulher durante todo o caminho. Sigo para um lugar que gostava muito de ir quando criança e, assim que chego na reserva florestal, estaciono o carro e saio dele. Como está escuro, deixo o farol ligado para iluminar o caminho. Ando poucos quilômetros com a pá na mão e assobio. O corpo de Ayumi está sobre os meus ombros e acho o local perfeito. Coloco-a com cuidado no chão e começo a cavar. Assim que está numa profundidade boa, arrasto o seu corpo para a vala. Olho para os lados e não vejo nada, nem escuto nenhum ruído. Tudo aqui faz silêncio para observar minha pequena obra de arte. Minha atenção volta para a pessoa que um dia eu poderia dizer que amei. 

— Um lugar perfeito para o descanso eterno, você procurou e encontrou, Ayumi — pego a pá e começo a jogar terra em cima dela, enquanto assobio. Me viro e começo a andar, mas lembro-me de algo. — Aviso ao Coleman que você deixou lembranças! — Sorrio, voltando para o carro.

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