Capítulo 10 Capitulo Nove
O dia transcorreu tranquilo, chego em casa com Yan e vou direto para o banheiro dar uma relaxada, meu amigo me avisa que ele irá dar uma saída e me pergunto de onde ele tira tanta energia. Como não quero cozinhar e nem pedi comida, faço um miojo para mim e me sento na sala para comer, meu celular vibra com uma mensagem e sorrio para a tela.
“Maninha te espero para o churrasco no Sábado, por favor, traga linguiça.” – Meu irmão me envia uma mensagem e não perco a chance de mexer com ele.
“Você prefere a linguiça, fina ou grossa? rs” – A mensagem demora um pouco e sei que ele deve estar envergonhado.
“Que modos são esses Isis Hathor? Essa não é a educação que nossos pais lhe deram.” – Ixi! Ele ficou zangado, o que aumenta mais ainda o meu humor.
“Maninho, eu só perguntei a respeito da grossura da linguiça.”
“Sei! Quer saber? Trás drumet.”
“Você quem manda.” – Tenho certeza que ele revirou os olhos.
“Tá…tá… Agora vá se alimentar e coma coisas saudáveis, nada de miojo, pois você quase não come. Ah! Antes que me esqueça traga seus amigos.”
Envio beijos para o meu irmão e volto a comer, assim que termino desligo a televisão e vou para a cama, pois o dia amanhã será cheio e sem contar ter que lidar com meu chefe idiota, já estava cochilando quando meu celular apita avisando que há uma nova mensagem, quem será o enviado do capiroto que está querendo falar comigo a uma hora dessas? Pego o aparelho de má vontade e reviro os olhos quando vejo escrito o visor: “filhote de Cruella.” Quem mais poderia ser inconveniente a uma hora dessas, leio a mensagem e começo a rir.
“E agora, pode me dizer o que diabos estava conversando com meu pai?” – Ele é bem insistente.
“Não é da sua conta?” – Digito e respiro fundo me preparando para o que vem a seguir.
“Se tratando do meu pai, com certeza é da minha conta.”
“Você é bem inconveniente, eu estava quase dormindo, agora, por sua causa terei que ficar acordada.”
“Não sabia que dormia tão cedo.” – Cedo? Será que ele perdeu a noção as horas?
“Já são quase onze da noite. Por sua causa terei que pegar uma taça de vinho.” — Nem sei por que falei isso.
“Hum! Não acha que está tarde para beber?”
“Você não pode regular o que eu faço dentro da minha casa. Boa noite senhor Sebastian Roux."
“Ainda não terminei com você.” – Imagino ele digitando bem sério e sorrio com isso.
“Primeiro: Saber o que seu pai conversou comigo não vai mudar a sua vida e segundo: A nossa conversa terminou.” – Digito e travo meu celular, mas Sebastian é insistente.
“Se você não me responder eu farei questão de ir até o seu apartamento.” – Olho para a mensagem por alguns segundos e um sorriso brotou de meus lábios.
“Se vier saiba que lhe atenderei completamente nua.” – Me xingo mentalmente pelo o que acabei de digitar, definitivamente não estou bem.
Nem espero sua resposta e desligo meu celular e agora como encararei Sebastian amanhã? Isis aprenda a se controlar, meu subconsciente ralha comigo e o mando calar a boca.
No dia seguinte acordo com ânimo nenhum a conversa com meu chefe que tive na noite passada volta a minha mente e ao me lembrar da última mensagem que enviei sinto minhas bochechas esquentarem. Como pude dizer a ele que o atenderia nua?
— Isis, o que foi? Por que está vermelha? – Meu amigo me perguntou e eu tento disfarçar.
— Nada meu amigo. – Digo pondo a mão na bochecha. — Vamos logo trabalhar, pois ficará tarde.
Ele olha para mim e dá de ombros, entramos em seu carro e sei que ele está estranhando a minha quietude, pois sempre que vamos juntos quero monopolizar o rádio e até agora não disse nada sobre seu gosto musical brega.
— Já chega! Pode me contar agora o que está havendo? – Yan diz batendo a mão no volante e olhando para mim.
— Dá para prestar atenção na pista? – Digo me irritando ele, melhor do que ninguém sabe que tenho um péssimo humor matinal.
— Foi apenas uma coisa que fiz ontem, mas não é nada demais. Agora presta atenção a pista que não quero morrer cedo.
Deito minha cabeça na janela e fico observando a cidade, quando foi que minha vida se tornou esse caos? Sinto tanta saudade de quando era mais nova e tinha meu pai ao meu lado me contando histórias para dormir, fazendo-me cócegas. Ah papai, que saudade de você, nem sei por que comecei a pensar nele agora, as lágrimas começam a escorrer e Yan me entrega um lenço de papel.
— Sei que esses dias andam difíceis para você, mas não se entregue à tristeza desse jeito.
— Juro que tentarei. – Yan põe a mão em meu ombro me dando força e me sinto bem melhor.
Chegando ao estacionamento, retoco minha maquiagem e entro na empresa minha amiga me perguntou por que meu celular estava desligado, aff! Como pude ter esquecido de ligar? Mas não demora muito para me lembrar do motivo, até porque Sebastian chega com uma cara nada boa. Ele olhou para mim e fez um gesto para que eu o seguisse.
Meus amigos olham para mim e lhes dou um sorriso para que não se preocupasse, enquanto vou seguindo meu “adorável” chefe, meus colegas de trabalho olham assustados para mim e lhes dou um sorriso assim como fiz com meus amigos lá embaixo. Chegamos em sua sala, ele se senta e me olha só que não há irritação ali, sinceramente não sei o que acontece com nós dois quando estamos a sós parecemos imãs opostos, vivemos nos repelindo. Creio que esse deve ser o problema de sermos iguais.
— E então o que o senhor deseja de mim? – Digo debochadamente enquanto me sento na cadeira à sua frente.
— Você sabe exatamente o que quero saber e outra coisa pode me explicar o motivo de ter enviado aquela mensagem ridícula? Se aquilo era uma forma de me seduzir. Acredite! Não gosto de mulheres baratas.
Estava controlada, mas quando ele me diz mulher barata me tira completamente do meu eixo e aí me explodo.
— Olha aqui, quem você está chamando de mulher barata? Se estiver se referindo a mim espero que retire isso imediatamente.
— E por que eu deveria retirar? – Ele ergue a sobrancelha e rapidamente me levanto dando um tapa em seu rosto.
