A Obsessão do Traficante

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Capítulo 1 Terror

A Obsessão (Narração por Terror)

Eu tava ficando maluco, na moral. Já fazia uma semana inteira sem um sinal, sem um zap, sem uma porra de um retorno da Pretinha. A mina simplesmente entrou no modo avião e me ignorou. E pra piorar, o Lobo tava com a porra do ego inflamado, não deixava eu chegar perto da goma dele. Caralho, aquilo tava me consumindo. Quando eu vi ela chegar no baile, com aquele pedaço de pano que mal cobria o corpo, a minha veia saltou. A Maria é uma mulher linda, um espetáculo, e aquele estilo dela — cheia de tattoo, o cabelo com aquelas mechas coloridas que faziam ela parecer uma deusa do crime — me deixava completamente alucinado.

Eu tava doido pra rasgar aquele cropped, pra mostrar pra todo mundo que aquela mulher era minha, porra! Quando vi o Lobo arrastando ela e a Elisa pelo braço, a minha vontade foi de descer o ferro nele ali mesmo, tirar a Maria da mão dele e dar umas boas palmadas naquela bunda gostosa pra ela aprender a não brincar com a minha paciência. Mas eu respirei fundo. Tentei me manter na linha pra não levar um balaço na cara.

Quando a Maria desobedeceu o Lobo e saiu do camarote, eu não pensei duas vezes. Larguei o copo no balcão e fui atrás. Antes, lancei um olhar pra Elisa, que tava lá, encolhida no canto. Sinceramente? A confusão na minha mente não era por causa dela. Eu via a garota, via a inocência dela, via o que o Lobo tava fazendo, mas o meu problema, o meu alvo, o meu desejo, o meu foco era a Maria. A mulher que eu amo é a minha preta, e eu ia provar isso pra ela custe o que custar.

Cheguei na pista, o som batendo pesado, aquele grave fazendo o chão tremer. Vi a Maria se acabando, rebolando até o chão com uma malícia que me deixava de pau duro na hora. Cheguei por trás, sem cerimônia, puxando ela pela cintura, colando o meu corpo no dela. Ela se virou, me olhou com aquele desafio nos olhos, mas continuou dançando. Quando ela virou de costas, rebolando na minha frente, eu não aguentei. Pressionei a cintura dela contra a minha com força, pra ela sentir que o papo era sério.

— Tá achando que vai fugir de mim, sua preta? — sussurrei no ouvido dela, sentindo o calor da pele dela.

O Jogo de Xadrez (Narração por Pretinha)

O Terror tava colado em mim desde que eu desci pra pista. O otário acha que vai me ganhar no grito ou na pressão. Ele me persegue, mas não sabe que o jogo tá na minha mão. Eu dancei, rebolei, deixei ele sentir o calor, deixei ele ficar excitadão, porque eu sei o efeito que eu causo. Eu também queria ele, queria sentir o pau dele dentro de mim com a mesma intensidade de sempre, mas não ia ser tão fácil assim. Eu precisava que ele se tocasse que quem manda na porra da nossa relação sou eu.

Encerrei a dança, fingindo desinteresse, e fui pro bar tomar uma tequila pra refrescar. O Terror veio na cola, como um cachorro adestrado.

— Estava doido atrás de você esses dias, porra! E você não atende, não responde! Seu primo é um cuzão, não queria deixar eu chegar perto! — ele reclamou, os olhos brilhando de frustração. — Na moral, Pretinha, volta comigo! Não suporto ficar sem você, minha preta.

Olhei pra ele, séria.

— Foi você quem disse que tava confuso, Terror. Não fui eu. É melhor a gente aproveitar esse tempo pra você decidir o que quer da vida, porque eu não sou mulher de ficar esperando macho indeciso.

— Você sabe que eu não sou homem de esperar, caralho! — ele me segurou pela cintura, puxando meu rosto pra perto do dele com as mãos grossas. — Eu agi errado, falei merda, eu sei. Só senti pena daquela menina, a Elisa. Vi ela como uma irmã mais nova, e ver o que o Lobo tava fazendo comigo, com a casa dele, me deixou puto. Mas confia em mim, gata, eu não sinto nada por ela!

— Quando você disse que tava confuso, Terror, você colocou um ponto final em tudo. — tentei me desvencilhar, mas ele não deixou. — Eu tô bem lá na casa do Lobo, e não tenho a menor intenção de voltar a morar com você.

— Não faz isso, porra! Você sabe que eu te amo!

Ele não deixou eu terminar. Me beijou. Um beijo possessivo, com gosto de bebida e desejo, aquele beijo que só ele sabe dar e que faz minhas pernas bambear. A gente tava ali, se comendo no meio daquele baile, ignorando o perigo, quando os gritos do Lobo lá no camarote chamaram a nossa atenção. O circo tava pegando fogo.

O Labirinto do Medo (Narração por Elisa)

O barulho do soco que o Lobo deu na garota foi como um trovão. Eu vi o sangue respingar no chão e o meu corpo entrou em colapso. O medo não era mais uma sensação, era uma coisa física que me impedia de respirar. Eu levantei do sofá num movimento brusco, ignorando completamente as ordens dele. A única coisa que importava era fugir. Eu não queria ver aquilo. Eu não queria fazer parte daquele mundo de violência.

Saí do camarote tropeçando nos meus próprios pés. A multidão lá embaixo era um mar de gente suada, luzes piscando, música estourando nos meus ouvidos. Eu empurrava as pessoas, tentando achar uma saída, uma porta, qualquer fresta que me levasse para longe dali. Eu não conhecia o caminho. Eu não conhecia o morro. Eu estava perdida.

Corri, corri sem parar até entrar em um beco escuro e estreito, longe do barulho ensurdecedor da quadra. O silêncio ali era quase mais assustador que o som. Meu coração batia tão forte que eu sentia que ia explodir. Tentei achar um caminho de volta, mas a escuridão era total. Foi quando eu senti. Uma mão grande e pesada me agarrou por trás, me prendendo contra uma parede de tijolos fria e suja.

O pânico subiu como uma onda de choque. Minha boca foi tapada por uma mão calejada e grossa. Tentei gritar, mas o som morreu na minha garganta. Fui virada com uma brutalidade tamanha que senti meu corpo bater na parede. Fechei os olhos, o choro vindo quente e desesperado.

— O que uma gatinha como você está fazendo sozinha aqui? — uma voz rouca, cheia de malícia, sussurrou no meu ouvido. — Sabe que é perigoso pra uma jovem tão bonita estar neste beco sem ninguém por perto?

Ele tirou a mão da minha boca e eu soltei um grito de socorro desesperado. Ele tapou de novo, mais forte, apertando o meu rosto.

— Fica quieta, sua vadia! Você quer chamar a atenção da polícia ou quer que alguém te ache aqui? O que você pretende com isso, hein?

Ele aproximou o rosto do meu. Eu podia sentir o cheiro de suor e álcool barato. Fechei os olhos com força, rezando para que aquilo fosse um pesadelo, rezando para que qualquer pessoa — até mesmo o Lobo — aparecesse para me salvar, embora eu soubesse que, nas mãos daquele homem, eu provavelmente estaria condenada a um destino pior do que a morte. Eu soluçava por baixo da mão dele, sentindo que a minha vida, que já estava por um fio, agora estava prestes a ser cortada de vez por um completo desconhecido nas sombras daquela favela.

O que vai rolar agora?

O Lobo percebe que a Elisa sumiu e entra em modo "caçador", vasculhando o morro inteiro, enquanto o agressor da Elisa começa a cometer o erro da vida dele.

A Pretinha e o Terror encontram a cena e decidem agir por conta própria antes que o Lobo chegue e queime o morro inteiro.

A Elisa tenta usar a própria astúcia para se salvar antes que seja tarde demais.

Manda a visão!

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