A OBSESSÃO DE ALEXANDER

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CAPÍTULO 4

ALINA

"Você vai entregar minha mensagem, pombinha,"

Seu olhar fixou-se no meu, sem piscar, como se me desafiasse a confrontá-lo, a desafiar a ordem que pairava sob seu tom enganadoramente calmo.

A arma traçou um caminho lento e deliberado ao longo da minha mandíbula, pressionando o suficiente para eu sentir o frio do aço se infiltrando na minha pele.

"E você vai entregá-la exatamente como eu disser. Sem perguntas. Sem erros."

Franzi a testa, rangendo os dentes sob seu toque.

Uma mensagem?

O canto da sua boca se torceu em um sorriso predatório, seus olhos cintilando com diversão fria.

"Diga ao seu precioso Papai isto—se ele tem dinheiro para desperdiçar nessa farsa, então ele com certeza tem o dinheiro que me deve. O tempo dele está acabando. Eu quero cada centavo que ele roubou, cada último centavo, devolvido. Sem mais atrasos. Sem mais desculpas. Cada. Último. Centavo."

Ergui uma sobrancelha, tentando acalmar a batida frenética no meu peito, embora minha voz tenha vacilado um pouco.

"Ou o quê?"

As sobrancelhas dele se franziram, momentaneamente surpreso pela minha pergunta. Por um breve, fugaz segundo, juro que vi um sorriso—antes de desaparecer, rapidamente substituído por sua habitual máscara fria.

"Ou eu vou tirar algo muito mais valioso dele. Algo que ele nunca conseguirá recuperar. E quando eu fizer isso, você vai desejar que ele tivesse me pago."

Uma risada amarga escapou de mim, mesmo enquanto o cano frio pressionava mais forte contra minha pele. Afastei a mão dele dos meus lábios, meu pulso rugindo nos meus ouvidos enquanto seus olhos brilhavam com surpresa momentânea.

"Boa sorte com isso," cuspi, levantando o queixo apesar do medo que rasgava meu peito.

"Não há nada precioso para ele. Nada mais importante do que o dinheiro dele."

Seus olhos se estreitaram.

"É mesmo?" ele falou, a voz gotejando com diversão zombeteira.

Assenti, meus punhos se cerrando ao meu lado, o calor inundando minhas bochechas enquanto minha frustração aumentava.

"Sim," disse eu, minha voz firme, mas afiada.

"E por que eu deveria ser a responsável por entregar sua mensagem?" retruquei, minha voz carregada de desafio.

"Por que você não assume a maldita responsabilidade e entrega você mesmo—ou melhor ainda, ligue para ele no celular dele!"

Ele sorriu, seus olhos escurecendo enquanto dava um passo lento à frente, o cano da arma nunca vacilando. O frio dele pressionava contra minha pele, um lembrete constante do perigo na sala.

"Se eu for até seu pai," disse ele, a voz assustadoramente calma, mas carregada de uma ameaça fria,

"Não serei tão... gracioso quanto estou sendo com você. Não vou simplesmente entregar uma mensagem. Não, vou garantir que ele sinta cada grama da consequência por me cruzar. Vou garantir que ele entenda exatamente o que acontece quando você me enfrenta. Meus punhos farão o trabalho, e vou fazer ele se arrepender de cada centavo que já roubou, de cada mentira que contou." Ele se inclinou mais perto, seu hálito quente contra meu ouvido.

"Vou destruí-lo, pedaço por pedaço, até não sobrar nada além de uma casca quebrada. E então... vou garantir que você esteja lá para assistir a tudo."

O veneno em suas palavras escorreu em minhas veias, e por um breve momento, me perguntei se ele realmente seguiria adiante.

"Mesmo?" zombei, minha voz carregada de sarcasmo. "Apontar uma arma para minha cabeça conta como gracioso para você?"

O silêncio que se seguiu foi sufocante.

A arma pairou, posicionada bem sobre meu coração, e por um instante, pensei que tinha ido longe demais. Que eu o havia levado além do limite da sua paciência.

Mas então—lentamente, deliberadamente—ele se inclinou, seu hálito um sussurro contra minha pele, enviando um arrepio pela minha espinha. A arma se moveu para cima, traçando a curva do meu seio com precisão perturbadora, e uma risada sombria reverberou em seu peito.

"Oh, pombinha, você realmente deveria aprender a controlar essa sua língua," ele murmurou, sua voz uma perigosa mistura de seda e aço, suave, mas com uma ameaça que fez meu sangue gelar.

"Você não faz ideia de com quem está lidando de verdade."

As palavras deslizaram pela minha espinha, deixando um rastro de gelo, mas me obriguei a não me encolher. O cheiro forte de uísque e algo mais sombrio—pólvora e perigo—grudava na pele dele.

Meu coração martelava violentamente no peito, mas me recusei a deixar que ele visse meu medo. Em vez disso, encarei-o desafiadoramente.

"Você acha que pode me assustar?" perguntei, a voz trêmula, mas ainda firme.

Os lábios dele se curvaram em um sorriso, mas desta vez não havia traço de diversão. Apenas gelo.

"Te assustar?" Sua voz caiu, a ameaça nela tão silenciosa que era ensurdecedora.

"Oh, pombinha. Se eu quisesse te assustar... você já estaria gritando."

A arma desceu lentamente, percorrendo a curva da minha coxa com uma lentidão agonizante, o metal gelado um contraste gritante contra minha pele ardente. Ela pairou logo abaixo da borda da minha calcinha, deliberada e ameaçadora, fazendo meu pulso martelar tão violentamente que eu tinha certeza de que ele podia ouvir.

Ele estava brincando comigo. Me testando. Empurrando só para ver até onde eu dobraria antes de quebrar.

Mas eu não quebraria.

Meus punhos se cerraram mais ao meu lado, unhas cravando nas palmas enquanto eu lutava para estabilizar minha respiração, para pensar além do nevoeiro de medo que me envolvia.

"Olha, Sr. Alexander Dimitri —" forcei as palavras, minha voz trêmula apesar do fogo que tentei invocar.

Os lábios dele se curvaram, o sorriso escuro e conhecedor, os olhos nunca deixando os meus como se ele pudesse ver cada pensamento frenético correndo por trás deles.

"Ah, então você se lembra do meu nome," ele murmurou, a voz um ronronar mortal. A arma traçou um caminho ocioso mais alto, a pressão nunca suficiente para machucar—mas o suficiente para me lembrar quem estava no controle.

"Me diga, pombinha, você tem sonhado comigo?"

Meu estômago revirou, o calor inflamando sob minha pele—não de desejo, mas de pura raiva.

"O quê? Não! Claro que não!"

O sorriso que brincava nos lábios dele era uma mescla magistral de crueldade e sedução, uma combinação potente que enviou arrepios através das minhas veias. Seus olhos cinza-tempestade pareciam perfurar minha alma, seu olhar penetrante fazendo minha pele arrepiar de desconforto.

"Mm, que pena," ele sussurrou, as palavras pingando de zombaria e intimidade. Seu hálito acariciou minha bochecha, enviando um arrepio de calor através de mim enquanto ele se aproximava, seus lábios a centímetros dos meus.

"Porque, pombinha," ele continuou, sua voz tecendo um feitiço de sedução e ameaça ao meu redor,

"Se eu estivesse nos seus sonhos... você acordaria implorando por mais." A promessa estava implícita em seu tom - uma promessa de prazer e dor entrelaçados como fios de uma rica tapeçaria.

Minha resposta foi instantânea, nascida da fúria e indignação.

"Se você estivesse nos meus sonhos," cuspi de volta para ele, minha voz trêmula, mas feroz de convicção,

"seriam pesadelos." As palavras pairaram entre nós como um desafio lançado no campo de batalha de nossas emoções.

Ele sorriu novamente - aquele sorriso enlouquecedor que parecia conter segredos e promessas além da medida - antes de recuar para as sombras de onde havia emergido.

A temperatura na sala parecia cair.

"Agora, você deveria ir embora antes que meu pai te encontre e coloque uma bala na sua cabeça."

Ele inclinou a cabeça, o olhar demorando-se em mim com uma espécie de curiosidade cruel, como se estivesse saboreando cada lampejo de medo que eu tentava esconder. O sorriso nos lábios dele se afiou, lento e deliberado, enquanto seus olhos cinza-tempestade se estreitavam apenas o suficiente para fazer minha pele arrepiar.

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