A Esposa Grávida Deixou Seu CEO

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Capítulo 5 Morando com a Senhora

“Vovó, não, eu ainda não consigo…” Emily não conseguiu manter nem o último resquício de sorriso no rosto.

No segundo seguinte, Margaret beliscou Alex sem dó, repreendendo-o, frustrada. “Seu menino bobo, está parado aí fazendo o quê? Anda logo e leva a Emmie de volta pra casa!”

“Nesses próximos dias, trate ela direito, viu? Bolsa, joia, bolo, flor — passa o cartão sem nem piscar!”

No que a vovó estava se metendo agora?

Os olhos dele escureceram, e a testa se fechou num cenho profundo, claramente contrariado.

Afinal, eles tinham se casado por acordo, sem sentimento nenhum. Que vantagem teria forçar os dois a ficarem juntos?

Mas a velha não se importava com nada disso. Ela puxou o celular na hora e abriu um aplicativo de compras. “Você ao menos sabe como deixar uma mulher feliz? Olha como os jovens namoram hoje em dia. Você não — você parece um pedaço de pau!”

“Até eu, uma velha, sou melhor nisso do que você!”

“Se eu fosse a Emmie, eu não teria corrido atrás de você daquele jeito, tão cega, lá atrás.”

Emily ficou de lado, vendo a velha rolar a tela com habilidade; o canto da boca dela deu uma tremidinha.

A situação tinha chegado a esse ponto — ninguém conseguia dizer nada contra.

Até porque a velha não estava bem de saúde. Se ficasse nervosa e acontecesse alguma coisa, seria grave.

Emily não teve alternativa a não ser concordar. “Tá bom, eu vou ouvir a vovó.”

O quarto ficou em silêncio por um instante.

Só então Alex respondeu, com a voz rouca: “Entendi.”

Ele não fazia ideia do que Emily tinha feito para a vovó gostar tanto dela.

“Entendeu, foi?”

“Você não é mais criança e ainda precisa que essa velha carcaça aqui te ajude a agradar sua esposa. Se não fosse por mim, você teria conseguido casar?”

Alex não soube o que dizer. A vovó não estava dando respeito nenhum a ele.

Emily ficou ao lado, sem palavras.

Com a velha no meio do caminho, provavelmente ela não conseguiria se divorciar tão cedo.

Mas e Paris…

De repente, Margaret virou a cabeça, com um tom ainda mais carinhoso. “Minha Emmie, quando vocês voltarem, fica de olho em como ele se comporta. Se ele se atrever a te maltratar, liga pra vovó que eu dou um jeito nele!”

Emily viu a sinceridade nos olhos da velha; o coração dela apertou, e ela finalmente assentiu. “Tá bom, eu vou ouvir a vovó.”

Ela sabia que recusar de novo deixaria a velha acordada, preocupada, então ia só encenar pra ela.

De qualquer forma, eles não iam morar juntos. Depois que ela saísse dali, conversaria direito com a vovó.

Só então Margaret fez um gesto com a mão, satisfeita. “Pronto. Alex, leva a Emmie pra casa. E trate de me arrumar um bisneto logo!”

Na mesma hora, o rosto de Emily ficou vermelho como pimenta. “Vovó!”

Mas ela não mencionou que já estava grávida.

Se mencionasse, nunca mais conseguiria ir embora.

Percebendo que ela tinha ficado sem graça, Margaret não falou mais nada; apenas sorriu com ainda mais calor.

Enquanto isso, Alex se virou e saiu primeiro, sem querer esperar nem mais meio segundo.

E Emily, depois de três anos com ele, como não ia saber que ele estava com raiva?

Só que agora ela não estava nem aí.

Não era ela quem não queria o divórcio.

Então ela se levantou para se despedir da vovó, prometendo gravar vídeos pro TikTok com ela da próxima vez.

Cinco minutos depois, Emily saiu do casarão antigo.

Um Cayenne estava estacionado não muito longe.

Alex baixou o vidro devagar; o tom dele era frio e duro. “Entra.”

Um cheiro fraco de cigarro escapou pela janela. Emily franziu a testa quase imperceptivelmente, depois abriu a porta e entrou.

O clima dentro do carro era tão pesado que dava pra sufocar.

Só quando o carro se afastou lentamente do casarão antigo Alex falou de repente, com a voz cheia de deboche: “Se você acha que o dinheiro é pouco, era só falar. Pra que usar a vovó como escudo?”

Emily se recostou no banco, os olhos fechados, sem a menor vontade de explicar.

Ela abaixou o vidro, deixando o ar fresco de fora entrar com força, e só então se sentiu um pouco melhor.

Mas, aos olhos de Alex, o silêncio dela era uma admissão.

A irritação dele só piorou. Ele afundou o pé no acelerador; o motor rugiu de repente. “É melhor não ficar com essas suas joguinhas. Se agarrar aos Baker não vai te ajudar em nada.”

Emily ouviu, com o coração doendo de um jeito insuportável.

Ele estava mesmo tão ansioso para cortar qualquer laço com ela?

Emily engoliu a emoção, que quase desabava, e falou com a voz perfeitamente firme: “Alex, eu só concordei em voltar por causa da vovó, pra ela não ficar chateada.”

“Daqui a dois dias eu vou embora por conta própria.”

Logo à frente, aquele trecho da via dava numa avenida expressa.

Depois do semáforo, Emily chamou: “Para o carro.”

Alex franziu a testa, num tom extremamente impaciente: “Tem limite pra fazer cena. A gente já saiu do casarão; não tem ninguém te olhando bancar a atriz.”

“Eu disse pra parar o carro!” A voz de Emily saiu rouca, quase falhada, com um soluço preso. “Agora que a gente tá onde a vovó não pode ver, nenhum de nós dois precisa fingir. Me deixa descer aqui.”

Ela estava, com certeza, mais desafiadora do que antes.

Parecia que ele tinha sido bonzinho demais com ela — era por isso que ela se atrevia a falar assim.

Alex riu, frio. “Então eu vou te conceder esse desejo.”

Assim que terminou de falar, ele pisou no freio e encostou no acostamento.

Emily não hesitou nem por meio segundo antes de empurrar a porta e descer.

Os movimentos dela foram rápidos e decididos, sem o menor traço de arrependimento.

No instante em que ela saiu, o carro arrancou.

O peito de Emily ficou amargo.

Viu? Esse era o Alex.

O Alex que nunca pararia por ela.

Ela apertou a bolsa com força, respirou fundo e chamou um táxi.

Nesse momento, Alex já tinha dirigido por duas quadras, o rosto duro exalando frieza.

De repente, ele soltou um sorriso de desdém. “Você tá ficando cada vez melhor nesse teatro de difícil.”

Ele tinha certeza de que, em dois dias, Emily tomaria a iniciativa de pedir desculpas e fazer as pazes, como sempre.

Logo, o céu escureceu.

Emily voltou para o próprio apartamento.

Sentada no sofá, nem a luz quente e suave conseguia esconder o cansaço no rosto dela.

Ela inclinou levemente a cabeça para olhar a vista noturna pela janela, levantou a mão e tocou a barriga, com um sorriso surgindo no canto da boca.

Bebê, espera só mais um pouquinho.

A mamãe vai conseguir te tirar daqui em breve.

Então, enquanto ainda havia tempo, Emily apenas arrumou algumas mudas de roupa.

Ela iria embora em dois dias, e ficar levando um monte de coisa pra lá e pra cá seria um transtorno.

De qualquer forma, era só encenação pra vovó.

No dia seguinte, às dez da manhã, Emily arrastou a mala e pegou um táxi de volta para a mansão dos Baker, mas, assim que chegou à entrada, viu o carro de Alex parado do lado de fora do portão.

Naquele momento, Grace estava segurando o braço dele, sorrindo com doçura. “Alex, obrigada por esses dias. O que eu faria sem você?”

Ela usava um vestido de alta-costura, sorridente.

Alex fechou a porta do carro, e os traços severos dele suavizaram por um instante. “Não precisa ser tão formal comigo.”

“De agora em diante, pode se instalar aqui com tranquilidade.”

Ela mal tinha saído de casa, e Alex já tinha trazido outra pessoa?

Ele não conseguia esperar, era isso?

Então, Grace virou o rosto e, por acaso, viu Emily com a mala, fingindo surpresa. “Senhorita Johnson, o que você está fazendo aqui?”

Alex parou, virou-se para ver Emily e, na mesma hora, franziu a testa. Quando voltou o olhar para Grace, a expressão dele suavizou de novo. “Espera aqui um instante.”

Depois disso, ele foi até Emily a passos largos, a mão grande agarrando o braço dela e puxando-a para o lado. “Emily, você tá fazendo isso de propósito? Tinha que voltar justo agora!”

“A Grace não pode passar nervoso, então para de ficar rondando ela!”

Não pode passar nervoso?

Que história é essa de “não pode passar nervoso”!

Emily viu o desespero de Alex, aquela preocupação com Grace, e sentiu o coração apertar de dor.

Na hora, ela se soltou, com os olhos calmos, sem emoção. “Você acha que eu queria voltar?”

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