A Acompanhante - CEO

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Capítulo 2 2

Arthur Ribeiro

Cláudia nunca esperava a gente chegar no quarto, o fogo dela acompanhava a vontade lascívia do meu pau. De boca cheia, dentro do elevador, minha secretária me pagava um baita boquete profissional. O bom era que o elevador era privado e levava direto para a cobertura onde eu morava. Imagina alguém abrir a porta e me ver fodendo com força a boca da mulher.

Já tínhamos chegado no andar, nem pensar que eu pararia. Segurava os cabelos curtos e loiros dela e batia meu quadril em sua face. Cláudia massageava o velhinho e sugava meu membro até o talo. Mais um pouco dessa boca macia, e a alimentaria com meu leite, esporrando direto na garganta.

Tudo desandou quando a porta do elevador abriu e minha mãe apareceu de frente para mim. Espontaneamente, empurrei Cláudia, que estava de cócoras, a fazendo cair de bunda no chão bem na caixa de metal.

— Ai, Arthur! — Cláudia reclamou do baque e se levantou, esfregando a mão nas popas, como se estivesse doendo.

O bom era que não precisava me alarmar, ela tinha um baita amortecedor em forma de traseiro. Minha preocupação, no momento, era guardar a piroca dura e molhada da baba da minha secretária dentro da calça. Parecia que, quando tentávamos fazer algo rápido, o sem-jeito aparecia para atrapalhar e desandava um simples gesto de fechar o zíper. 

— Mãe, o que a senhora faz aqui? Já não falei para avisar antes, quando chegar de viagem? Olha a situação que a senhora provocou…

— Que situação, filho! Já fiz muito sexo oral na minha vida. — A coroa falou com naturalidade. — E quer saber… ainda faço.

Vestida para sair, com um de seus vestidos longos e estampados, minha mãe voltou para o interior do apartamento. Não acreditava no que ouvi. 

Fui saindo do elevador e entrando na minha sala, vendo ela sentar no sofá de cor grafite, cruzar as pernas e sacudir uma delas.

— Não quero ouvir essas merdas, mãe, e a senhora, para de invadir meu apartamento!

— Sua casa é minha casa, reizinho. Onde já se viu, filho querer expulsar a mãe idosa. — Agora ela entrou no modo chantagem.

— Há um minuto atrás, a senhora era a vovó descolada e transante. Se decide. Mãe, a senhora tem seu apartamento e eu preciso de privacidade, será que dá para entender?

E no segundo seguinte, ela começou a forçar um choro. Vi Cláudia entortar os olhos e ir em direção ao quarto. 

— Vou tomar um banho, Arthur, já sei onde essa história termina.

— Vai mesmo, sua sirigaita, aqui é conversa de mãe e filho. Você não tem nada a ver com isso.

— Mãe...!

— Certo, Rei Arthur! Me dá um tempo, que sairei do seu palácio...

— ... mas se eu tiver um AVC e morrer no apartamento sozinha, a culpa é sua. — Completei a ladainha que já ouvi um zilhão de vezes. — Ok, mãe. Pagamos uma secretária-enfermeira para você, o que acha?

Ela esticou os lábios, como alguém que poderia aceitar a hipótese. 

— A ideia não é ruim, porém, precisa ser melhorada. Tem que ser enfermeiro.

Olha a mãe tarada que tenho. 

— Dona Marlene, a senhora está muito assanhada.

— Sempre fui, reizinho. Agora, me empresta o cartão de crédito?

— A senhora estourou seus cartões?! — Perguntei, indignado. Não eram ilimitados, porém, eram cartões de limites altíssimos.

— Acabei de chegar da Veneza brasileira, nada em Jericoacoara é barato, Rei Arthur. 

.

Não iria ficar reclamando com a descontrolada da mãe que tinha. Mesmo porque, era perda total de tempo.

— Vou transferir um valor para a conta da senhora. Emprestar meus cartões, nem pensar.

— Filho lindo e generoso. O reizinho da mamãe. — A coroa sem vergonha me deu um estalinho na boca e saiu feliz da vida para gastar o meu dinheiro.

Agora iria até o quarto terminar o que comecei no elevador. 

Cláudia me esperava na cama. Pôs uma dessas roupas de joguinhos e sedução. Eu não ligava para nada disso, preferia mil vezes ela já nua e de quatro, me esperando. Claro que eu fingia gostar para não parecer um escroto a quem me servia a carne, mesmo odiando desatar os nós desses espartilhos.

— Gostou, querido? — Não tinha como negar, Cláudia tinha um corpo escultural. Sem o Wolverine ter passado por ali, ela era perfeita.

— Muito. Sendo que prefiro muito mais você nua. — Respondi.

Meu pau não tinha paciência para todos aqueles colchetes na renda. Ele sempre foi ansioso. A pus de quatro na cama, vendo Cláudia no mesmo instante empinar a rabeta, puxei a calcinha para o lado e logo estava deslizando o moleque no lugar escuro, úmido e quente. Onde adorávamos ficar.

(...)

— Mmmmm, Tutú — Se a Cláudia soubesse como eu tinha vontade de enfiar um pano na boca dela cada vez que me chamava assim… — Que delícia… vai mais fundo, mmmm.

"Só se meu pau sair na sua boca", pensei.

A mulher estava querendo acabar comigo. Mal acordei e ela atacou o meu corpo, não que eu estivesse reclamando. Mas sabia seus motivos sombrios por detrás de tanto sexo. Cláudia sabia que hoje era dia de jantar executivo e, certamente, eu iria com uma capa de revista. A grande tática dela era me acabar de tanto foder, assim não me sobraria vontade para transar com ninguém.

Esvaziei o velhinho pela quinta vez dentro dela em menos de doze horas, me levantei da cama e fui para o chuveiro. Alguns segundos depois, Cláudia veio atrás de mim.

— É melhor você usar o outro chuveiro, senão pode chegar atrasada, aí depois vem as fofoquinhas de privilégios. — A adverti, assim que ela entrou no banheiro.

— Não entendo porque eu não posso ir com você nesses jantares. — Do nada ela tocou no assunto que eu sabia que estava dentro da cabeça dela todo esse tempo — Posso te auxiliar muito mais do que uma desconhecida que nem atua na área. — Ela sempre tentava, mesmo sabendo que minha resposta seria não.

— Já falamos disso tantas vezes, que já me deu no saco. O meu velhinho tá mais enrugado ainda com essa repetição. — A sua opinião de como eu devia gerir a Black não me interessava.

Estava dentro do boxe e não pude ver a cara que ela fazia, mas pela respiração dela, percebi que ficou puta. 

— Estamos em casa, não precisa entrar no modo executivo rude comigo.

— Quem está trazendo o tema trabalho para dentro do apartamento é você.

— Estou ficando cansada, Arthur! — E nesse momento, eu abri o box. Cláudia estava de braços cruzados e cara emburrada, encostada no revestimento da parede. 

— Não comece uma história para se arrepender depois. Sabe que meu corte é cirúrgico. Se vai começar a porra de uma DR no horário de ir trabalhar, serei rápido e objetivo.

Ela entendeu a mensagem e saiu do banheiro, bufando. Voltei para o quarto e Cláudia recolhia algumas coisas. 

— Te vejo no escritório — Ela disse. — Vou me arrumar em casa.

Assim que a mulher loira saiu do meu campo de visão, pude escolher o terno que vestiria, em paz.

(...)

Quando entrava na Black, me transformava em outra pessoa. Um gestor devia ser temido e respeitado pelos seus colaboradores, e eu dava o meu melhor para que assim fosse. 

Ao passar por alguns setores, fui vendo as movimentações. Meus funcionários ajeitavam a postura na cadeira, paravam de jogar paciência no computador, largavam seus smartphones... eram como uma máquina de engenharia se adaptando para trabalhar. 

Havia os puxa-saco que saíam brevemente de suas funções para me cumprimentar e os que nem tinham coragem de olhar para mim.

Na sala que antecedia a minha, Cláudia já estava devidamente alocada em sua mesa. Sulani, minha outra secretária, redigia a pauta que deixei com ela ontem, antes de sair.

— Senhorita Cláudia, poderia…

— Já pedi, senhor. — Ela me respondeu, antes que eu terminasse de falar. — Capuccino duplo, beirute de peito de peru e uma salada de fruta apenas com granola e mel. Chega em cinco minutos.

— Sempre eficiente. — A elogiei. — Cadê o Rangel? — Perguntei assim que vi a mesa do meu assessor vazia.

— Foi até a fábrica, senhor. Falar com um supervisor de produção.

— Ah, já lembrei! Do produto fios dourados, que inexplicavelmente a produção caiu 7,5% da média.

— Esse caso mesmo. — Me confirmou.

— Assim que o Robson chegar, peça-o para ir à minha sala.

— Ok, senhor. — Olhando tamanha postura profissional de ambas as partes, ninguém diria que mais cedo Cláudia gemia feito uma puta comigo dentro dela.

(...)

Terminava minha primeira refeição do dia, quando Robson bateu na porta da minha sala e entrou. O sujeito "baixotinho", sagaz e eficiente não tinha as melhores notícias para me dar. Sabia disso porque o rapaz tinha uns trejeitos que o denunciava.

— Se veio me dar notícias ruins, se senta primeiro, Robson, e espera eu terminar minha salada.

— Tudo bem, senhor. Só que não é nada tão ruim que te faça perder a fome.

— Então, fale.

— A modelo top de linha que o senhor encomendou, quebrou o pé na passarela ontem.

— Peça à agência para mandar outra. — Respondi o óbvio de maneira prática.

— Já fiz isso, senhor, mas me disseram que não tem disponível nenhuma do top que costuma contratar.

— Ok! Não gosto de repetir, Vargas vai sair na minha frente, contudo, esse é um caso de emergência. Abre a minha agenda 3 no notebook pelo servidor. — Anotei no papel e dei a ele. — A senha é essa, memorize e jogue fora. Farei um pix para sua conta, assim pode negociar dentro daquele valor. Vou entrar em reunião e, pelo visto, será o dia inteiro.

— Não vou te assessorar?

— Não. Irei pôr a senhorita Cláudia como assessora hoje. Você tem a incumbência de encontrar essa mulher para mim.

— Certo, senhor.

(...)

O dia foi como imaginei, socado na sala de reunião. Ainda bem que a estrutura do lugar ajudava. Cadeiras ergométricas, que mais pareciam poltronas, o ambiente gelado em clima de montanha e uma mesa bem larga para que ninguém fosse cuspido por aquele mais acalorado na hora de falar.

Era sempre do mesmo jeito. O financeiro tentando diminuir custos, o marketing e seus brainstorm¹, e a produção, reclamando da escassez de mão de obra. Cabral, o contador, sempre batia de frente com o setor de tesouraria, especificamente a parte de compras. O executivo só entendia de números e o Plínio, responsável pelas compras de matérias-primas, priorizava a qualidade.

Os dois colocaram seus projetos sobre a mesa, ambos estavam corretos, porém, os escopos² perpendiculavam um exagero para a área que cada um atuava. Era aí que a gestão chegava como um ponto de equilíbrio, e eu era esse cara, que aprimorava e colocava a cereja do bolo no final.

— Bom, senhores, já que chegamos ao denominador comum, dou a reunião por encerrada.

Eles foram colocando seus papéis nas pastas e Cláudia foi arrumando os meus. A sala de reunião tinha duas passagens, uma delas dava direto para minha sala. Deixei todos se organizando e fui direto para o meu local de trabalho. Assim que entrei, alguém bateu à porta e liberei a entrada.

— Licença, senhor! — Apenas assenti. — Nada feito. Hoje é sexta e toda aquela sua lista ou está fora da cidade, ou já tem compromisso.

Até afrouxei a gravata. 

— Não é possível! Não posso ficar abaixo do meu concorrente esnobe. Em alguma agência desse paraíso de mulher que é o Rio de Janeiro, deve ter uma que possa ir comigo a esse jantar, Robson.

Ele arregalou os olhos, percebeu que pelo meu tom de voz que não fiquei satisfeito com o serviço prestado. 

— Senhor, pode ir e aguarde minha ligação. Até às 20h terá essa mulher para acompanhá-lo.

— Ficarei no aguardo.

GLOSSÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO

Brainstorm¹ - Chuva de ideias.

Escopo² - Objetivo direto de um projeto.

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