O Que Ele Escreveu na Margem
317 Visualizações · Em andamento · Luna Vasconcelos
Eu assinei o contrato na mesma mesa em que ele tomava café, sem ler a cláusula sete. Achei que sabia exatamente com quem estava casando: um homem que comprava prédios do mesmo jeito que comprava silêncio, e que tinha comprado a dívida do meu pai junto comigo.
Quarenta e três dias depois, eu encontrei uma frase escrita à mão na margem daquela cláusula. A letra era dele.
Ela merece mais do que isso.
Eu li três vezes. Não sabia quando ele tinha escrito aquilo, nem por quê, nem para quem. Só sabia de uma coisa, e aquilo me tirou o chão de um jeito que a dívida nunca tinha tirado:
o homem que eu jurei não amar tinha me visto antes de eu existir para ele.
E agora a pergunta não era mais se eu ia sobreviver a esse casamento. Era quem, no fim, ia decidir os termos dele.
Meu nome é Ana Luísa Ferreira. Eu entrei nessa casa como parte de um acordo. Vou sair dela com a caneta na minha mão.
Quarenta e três dias depois, eu encontrei uma frase escrita à mão na margem daquela cláusula. A letra era dele.
Ela merece mais do que isso.
Eu li três vezes. Não sabia quando ele tinha escrito aquilo, nem por quê, nem para quem. Só sabia de uma coisa, e aquilo me tirou o chão de um jeito que a dívida nunca tinha tirado:
o homem que eu jurei não amar tinha me visto antes de eu existir para ele.
E agora a pergunta não era mais se eu ia sobreviver a esse casamento. Era quem, no fim, ia decidir os termos dele.
Meu nome é Ana Luísa Ferreira. Eu entrei nessa casa como parte de um acordo. Vou sair dela com a caneta na minha mão.



