Término Feliz
264 Visualizações · Em andamento · leon
Kane era o tirano incontestável do nosso colégio, famoso por ser impiedoso com as palavras.
Eu sempre tive mais curvas. Quando os novos uniformes de líder de torcida, bem justos, chegaram ao vestiário, Kane não economizou na risada de deboche.
— Você está falando sério que vai desfilar por aí com isso? — ele escarneceu. — Ah, por favor. Você parece um porco prestes a estourar a própria pele. É vergonhoso.
Eu nem conseguiria começar a contar quantas vezes eu desmoronei por dentro por causa dos comentários ácidos de Kane. Mas, todas as vezes, eu me obriguei a engolir a humilhação.
Por quê? Porque ele era o quarterback estrela mais cobiçado do estado.
Porque, sempre que outra pessoa tentava infernizar a minha vida, ele entrava no meio com aquele jeito ferozmente impaciente e inegavelmente protetor. Essa era a minha justificativa.
Até a véspera do Campeonato Estadual.
Daisy, uma caloura ninguém, que mal tinha conseguido uma vaga no time de líderes de torcida, pegou o livro de jogadas confidencial que nossa equipe tinha passado três meses agonizantes aperfeiçoando e entregou, na cara dura, aos nossos maiores rivais.
Normalmente, Kane teria escarnecido e estraçalhado a culpada com palavras até não sobrar nada da dignidade dela.
Mas, desta vez? Ele só deu um passo à frente, tirou um pacote de lenços de papel do bolso da jaqueta varsity cara, jogou aos pés de Daisy e desviou o olhar.
— Para de chorar — disse ele, com a voz estranhamente contida. — O estrago já foi feito, e lágrima nenhuma vai consertar porra nenhuma. Além disso, seu rosto fica todo vermelho e inchado quando você chora. Fica feio.
Eu sempre tive mais curvas. Quando os novos uniformes de líder de torcida, bem justos, chegaram ao vestiário, Kane não economizou na risada de deboche.
— Você está falando sério que vai desfilar por aí com isso? — ele escarneceu. — Ah, por favor. Você parece um porco prestes a estourar a própria pele. É vergonhoso.
Eu nem conseguiria começar a contar quantas vezes eu desmoronei por dentro por causa dos comentários ácidos de Kane. Mas, todas as vezes, eu me obriguei a engolir a humilhação.
Por quê? Porque ele era o quarterback estrela mais cobiçado do estado.
Porque, sempre que outra pessoa tentava infernizar a minha vida, ele entrava no meio com aquele jeito ferozmente impaciente e inegavelmente protetor. Essa era a minha justificativa.
Até a véspera do Campeonato Estadual.
Daisy, uma caloura ninguém, que mal tinha conseguido uma vaga no time de líderes de torcida, pegou o livro de jogadas confidencial que nossa equipe tinha passado três meses agonizantes aperfeiçoando e entregou, na cara dura, aos nossos maiores rivais.
Normalmente, Kane teria escarnecido e estraçalhado a culpada com palavras até não sobrar nada da dignidade dela.
Mas, desta vez? Ele só deu um passo à frente, tirou um pacote de lenços de papel do bolso da jaqueta varsity cara, jogou aos pés de Daisy e desviou o olhar.
— Para de chorar — disse ele, com a voz estranhamente contida. — O estrago já foi feito, e lágrima nenhuma vai consertar porra nenhuma. Além disso, seu rosto fica todo vermelho e inchado quando você chora. Fica feio.


