Na noite em que peguei meu namorado com outra mulher, eu não chorei — fiquei bêbada.
O uísque queimou minha garganta... e então eu o vi.
Ombros largos em um terno sob medida, uma calma perigosa nos olhos.
Pecado envolto em seda.
Cambaleei até ele, com o calor correndo nas veias. “Você atende clientes?”
Seus lábios se curvaram. “Eu conheço você.”
Fumaça de charuto e colônia me envolveram quando me acomodei no colo dele.
Meus dedos percorreram sua mandíbula, roçaram o aço frio na sua cintura.
Ele me puxou para mais perto — sólido, inflexível.
Sua boca colidiu com a minha — quente, profunda, possessiva.
Cada beijo roubava meu fôlego, cada toque me fazia arquear contra ele.
Quando ele me carregou para fora, eu já estava tonta, ardendo por mais.
Na cama dele, ele era fogo e controle — levando-me ao limite, me despedaçando, de novo e de novo.
Acordei enredada em seus lençóis, a pele marcada por sua posse.
Fugi antes do amanhecer, achando que era só vingança.
Mas uma noite com ele já tinha selado meu destino —
porque o homem que me fez arder era muito mais perigoso do que eu imaginava.