“Violet Goldcrest”, a voz de Daemon foi um trovão, vibrando pelo chão encharcado e entrando nos meus ossos. “Você falhou como Luna.”
Eu me ajoelhei na lama, a agonia da rejeição me rasgando por dentro enquanto eu o via ir embora com Celeste, grávida.
“Eu, Daemon Blackwood”, ele entoou friamente, “rejeito você como minha companheira.”
Eu o amei por dez anos — até ele me humilhar numa Cerimônia Pública de Rejeição, me abandonar por outra mulher e declarar guerra à minha matilha. Meus pais morreram me protegendo. Eu morri sozinha, destruída pela traição dele.
Então eu acordei... três anos antes.
Desta vez, eu cansei de implorar pelo amor dele.
“Vou fazer uma aposta com você, Daemon”, eu digo quando ele descarta minha oferta de romper nosso vínculo. “Logo, você não só vai aceitar essa rejeição — vai implorar por ela.”
Ele me encara com um desdém glacial. “Eu. Não. Imploro.”
Eu suspiro. Como quem já viveu isso antes, eu sei o que vem aí. Daemon vai encontrar sua companheira verdadeira, se apaixonar loucamente por ela e, enfim, me libertar. Tudo o que eu tenho que fazer é esperar.
Mas então... as coisas ficam estranhas.
O homem que antes passava meses longe de mim agora observa cada passo meu. Ele me interroga sobre outros machos. E quando ele de fato conhece Celeste, ele não me rejeita, como deveria.
Ele rejeita ela, em vez disso.