A Companheira Silenciosa dos Trigêmeos
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"Ela nunca disse uma palavra... até o dia em que se tornou a companheira deles..."
Ayla não fala desde a noite em que seu mundo queimou.
Ela tinha cinco anos quando perdeu tudo — a família, a alcateia e qualquer parte de si que soubesse como ser ouvida. Acolhida por um Alfa rival, ela cresce em um lugar que a mantém viva... mas nunca a deixa pertencer de verdade.
A maior parte da alcateia a ignora.
Os filhos do Alfa, não.
Os trigêmeos fizeram questão de que ela entendesse exatamente quanto valia — nada. Anos de silêncio lhe ensinaram a suportá-los, a desaparecer, a não reagir.
Era mais fácil assim.
Até seu aniversário de dezoito anos.
Sua loba desperta.
E, com isso, o vínculo de companheiros.
Não um. Nem dois.
Três.
Todos eles.
Os mesmos três lobos que tornaram sua vida insuportável.
Agora tudo é diferente. Eles olham para ela como se ela importasse. Como se fosse alguém que precisam proteger, manter por perto, compensar pelo que fizeram.
Ayla não sabe o que fazer com isso.
Ela não quer a culpa deles. Não confia no que quer que esse vínculo esteja tentando se tornar. E com certeza não quer nenhum deles perto o bastante para despedaçá-la de novo.
Mas outra coisa também está mudando — algo mais profundo que o vínculo.
Há um poder dentro dela que não deveria existir. Algo que estava ali muito antes de sua loba despertar.
E ela não é a única que está começando a perceber.
Seja o que for que esteja vindo atrás dela... não tem medo de Alfas.
E, se Ayla quiser alguma chance de sobreviver, vai ter que enfrentar a única coisa que evitou por treze anos.
Vai ter que usar a própria voz.
Mesmo que isso signifique aceitar as mesmas pessoas em quem jurou que nunca confiaria.
Porque, se não fizer isso —
desta vez, ela não será a única a perder tudo.
Ayla não fala desde a noite em que seu mundo queimou.
Ela tinha cinco anos quando perdeu tudo — a família, a alcateia e qualquer parte de si que soubesse como ser ouvida. Acolhida por um Alfa rival, ela cresce em um lugar que a mantém viva... mas nunca a deixa pertencer de verdade.
A maior parte da alcateia a ignora.
Os filhos do Alfa, não.
Os trigêmeos fizeram questão de que ela entendesse exatamente quanto valia — nada. Anos de silêncio lhe ensinaram a suportá-los, a desaparecer, a não reagir.
Era mais fácil assim.
Até seu aniversário de dezoito anos.
Sua loba desperta.
E, com isso, o vínculo de companheiros.
Não um. Nem dois.
Três.
Todos eles.
Os mesmos três lobos que tornaram sua vida insuportável.
Agora tudo é diferente. Eles olham para ela como se ela importasse. Como se fosse alguém que precisam proteger, manter por perto, compensar pelo que fizeram.
Ayla não sabe o que fazer com isso.
Ela não quer a culpa deles. Não confia no que quer que esse vínculo esteja tentando se tornar. E com certeza não quer nenhum deles perto o bastante para despedaçá-la de novo.
Mas outra coisa também está mudando — algo mais profundo que o vínculo.
Há um poder dentro dela que não deveria existir. Algo que estava ali muito antes de sua loba despertar.
E ela não é a única que está começando a perceber.
Seja o que for que esteja vindo atrás dela... não tem medo de Alfas.
E, se Ayla quiser alguma chance de sobreviver, vai ter que enfrentar a única coisa que evitou por treze anos.
Vai ter que usar a própria voz.
Mesmo que isso signifique aceitar as mesmas pessoas em quem jurou que nunca confiaria.
Porque, se não fizer isso —
desta vez, ela não será a única a perder tudo.












































